
São
Francisco de Assis, «ardia com o fervor do mais profundo de todo o seu
ser para com o sacramento do Corpo do Senhor, pois ficava absolutamente
estupefato diante de tão amável condescendência e de tão digna caridade.
Achava que era um desprezo muito grande não assistir pelo menos a uma
missa cada dia, se pudesse. Comungava com freqüência e com tamanha
devoção que tornava devotos também os outros. (...)
Certa
ocasião quis mandar os frades pelo mundo com preciosas âmbulas para
guardarem o preço de nossa redenção no melhor lugar, onde quer que o
encontrassem guardado de maneira menos digna.
Queria
que se tivesse a maior reverência para com as mãos sacerdotais, pelo
poder divino que lhes foi conferido para a confecção do santo
sacramento. Dizia freqüentemente: “Se e acontecesse de encontrar ao
mesmo tempo um santo descido do céu e um sacerdote pobrezinho, saudaria
primeiro o presbítero, e me apressaria a beijar as suas mãos. Até diria:
‘Espera, São Lourenço, porque as mãos deste homem tocam a Palavra da
vida e têm algo de sobre-humano’”»[1].
Nesta
excepcional página do Bem-aventurado Tomás de Celano, primeiro biógrafo
de São Francisco de Assis, é resumida toda a sua vida Eucaristica, rica
de amor e de fé, de devoção e fervor. Não falta mesmo nada para que seja
uma vida Eucarística exemplar, plena e perfeita para todos: tanto para
os próprios sacerdotes como para os simples fiéis.
A
Santa Missa, a Santa Comunhão, a adoração Eucarística, o decoro do
altar e das Igrejas, a veneração pelos Sacerdotes, ministros da
Eucaristia: em tudo isto São Francisco é de tal modo Mestre e modelo que
se pode considerá-lo verdadeiramente não apenas como um Santo
Eucarístico, mas como um serafim enamorado da Eucaristia.
Entre
todos os seus filhos, veremos figuras admiráveis de serafins da
Eucaristia, como Santo Antônio de Lisboa (de Pádua) e São Boaventura,
que escreveram páginas de doutrina sublime e de comovente amor à
Eucaristia; como São Pasqual Baylon, declarado patrono dos Congressos
Eucarísticos; como São José de Copertino, que levitava num vôo estático
na direção dos Ostensórios e Sacrários; como o Bem-aventurado Mateus de
Gingenti e o Bem-aventurado Boaventura de Pontenza, que, depois de
mortos, com seus próprios corpos cadavéricos, adoraram a Eucaristia;
como São Pio de Pietrelcina, que por muitas oras, de dia e de noite,
velava em oração diante do Altar Eucarístico.
Para
São Francisco, a Santa Missa era um mistério de graça tão sublime que,
na carta ao Capitulo geral e a todos os frades, escreveu esta esclamação
de fogo: «pasme o homem inteiro, estremeça todo o mundo e exulte o céu
quando, sobre o altar, na mão do sacerdote, está Cristo, Filho do Deus
vivo».[2]
A coisa que impressiona São
Francisco é o amor de Jesus, impelido a uma humildade inconcebível: «Ó
admirável alteza e estupenda condescendência! Ó humildade sublime! Ó
sublimidade humilde, pois o Senhor do Universo, Deus e Filho de Deus, de
tal maneira se humilha que, por nossa salvação, se esconde sob uma
pequena forma de pão!»[3]

Por isto,
considerava grande falta de amor da nossa parte a ausência à Missa
diária. Por isto ele assistia pelo menos uma Santa Missa por dia mas,
quando estava doente, dentro de suas possibilidades, pedia que lhe
celebrassem a Santa Missa em sua cela, ou pelo menos pedia para que lhe
lessem o Evangelho da Missa do dia: «quando não podia ir à Missa, sempre
queria ouvir o Evangelho daquele dia»[4]
Esta
é uma lição para todos nós, que freqüentemente somos tão preguiçosos e
criamos tantas dificuldades para participar da Missa dominical! Nem
falemos da Missa diária, tão abandonada que, em muitas Igrejas, o
Sacerdote deve celebrar a Santa Missa para os bancos ou para quatro
velhinhas devotas.
Sobre a Santa Comunhão,
São Francisco nos ensina como recebê-la como serafins ardentes de amor:
«Comungava com freqüência e com tamanha devoção que tornava devotos
também os outros»[5]. Eis a verdadeira devoção: aquela que edifica, que
constrói, que impulsiona também aos outros à perfeição. São Boaventura,
de fato, diz que era tão grande a devoção de São Francisco ao receber a
Comunhão que «tornava os outros devotos». Basta pensar que logo após a
Comunhão, ao «saborear o Cordeiro imaculado suavemente, como se
estivesse ébrio no espírito, na mente era quase sempre arrebatado em
êxtase»[6]. E Celano nos revela o íntimo de São Francisco, escrevendo
que «ao receber o Cordeiro imolado, imolava o seu espírito com aquele
fogo que sempre ardia no altar de seu coração»[7]. Este é o amor que se
funde, a imolação de amor que não admite divisão: “quem come a minha
Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele” (Jo VI,56).
São
Francisco se preparava para a Santa Comunhão com um cuidado
atentíssimo: não apenas a sua vida santa, diariamente rica de heroísmo,
mas também a Confissão sacramental devia preparar cada dia a sua alma
para receber Jesus Eucarístico com a máxima candura da graça. Naquele
tempo, não se podia comungar mais de três vezes por semana: então, São
Francisco confessava-se três vezes por semana. Quando se ama, quer-se
agradar a pessoa amada, dando-lhe tudo que possa fazê-la feliz. A alma
purificada pelo Sacramento da Confissão se torna uma casa cheia de
candor e de perfume para Jesus, Hóstia Imaculada. São Francisco não só
sabia e fazia isto, mas recomendava-o a todos com fervor verdadeiramente
seráfico. Na carta a todos os fiéis, São Francisco escrevia assim:
Jesus «quer que todos nos salvemos por ele e o recebamos com coração
puro e com nosso corpo casto, mas são poucos os que querem
recebê-lo»[8].
Quando se ama, além disso,
olha-se com olhos de amor não apenas a pessoa amada, mas também a tudo
aquilo que diz respeito a ela. Neste sentido, São Francisco cultivou a
atenção altíssima de amor seja à adoração Eucarística, seja à veneração
por tudo que se refere à Eucaristia, como as Igrejas e os Sacerdotes.
A
paixão de amor pela adoração Eucaristia foi tão ardente em São
Francisco que não eram poucas as noites inteiras passadas por ele aos
pés do Sacrário. E se, às vezes, o sono lhe assaltava, cochilava um
pouco sobre os degraus do altar e depois recomeçava, incansável e
fervorosamente. Quem o sustentava? A fé e o amor àquele “tão Sublime
Sacramento”.
A sua fé e o seu amor à
Eucaristia irradiam-se por sua vida e pelos seus escritos com um fulgor
luminosíssimo. Escreveu uma vez aos frades: «rogo a todos vós, irmãos,
com o beijo dos pés e com a caridade que posso, que manifesteis toda
reverência e toda honra, tanto quanto puderdes, ao santíssimo corpo e
sangue do Senhor nosso Jesus Cristo»[9].

Para
São Francisco, a fé na Eucaristia forma um todo com a fé na Santíssima
Trindade e no Verbo Encarnado. E assim queria que fosse para todos. Por
isto, escrevia com vigor e calor: «o Filho, no que é igual ao Pai, é
visto por alguém diferentemente do Pai, diferentemente do Espírito
Santo. Por isso todos os que viram o Senhor Jesus segundo a humanidade e
não viram e creram segundo o espírito e a divindade que ele era o
verdadeiro Filho de Deus, foram condenados; assim também agora todos os
que vêm o sacramento que se consagra pelas palavras do Senhor sobre o
altar por mão do sacerdote na forma de pão e vinho, e não vêem e crêem
segundo o espírito e a divindade, que é verdadeiramente o Santíssimo
Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, foram condenados». E,
pouco depois, continua sua amonição com uma comparação muito apropriada:
«como se mostrou aos santos apóstolos em Carne verdadeira, assim
também a nós agora no Pão Sagrado. E como eles com a visão de sua Carne
só viam a Carne dele, mas criam que era Deus contemplando com olhos
espirituais; assim também nós, vendo o Pão e o Vinho com os olhos
corporais, vejamos e creiamos firmemente que é seu santíssimo Corpo e
Sangue vivo e verdadeiro»[10].
Esta fé e
este amor chegarão ao ponto de fazê-lo exclamar muitas vezes que «nada
vejo corporalmente neste século do mesmo Filho de Deus, senão o
santíssimo Corpo e o seu santíssimo Sangue (...). E esses santíssimos
mistérios sobre todas as coisas quero que sejam honrados, venerados e
colocados em lugares preciosos»[11].
O amor à
Casa do Senhor é inseparável do amor à Eucaristia. Não se pode amar a
Jesus e não cuidar de sua Casa. São Francisco nos deixou uma lição
estupenda de amor e correção também neste ponto. Pessoalmente, ele já se
preocupava da limpeza da Igreja, dos cálices e dos cibórios, das
toalhas e das hóstias, dos vasos de flor e das lâmpadas.

Exortava
os ministros do Altar a serem fervorosos e fiéis ao circundar o
Santíssimo Sacramento com todo decoro e reverência. Em uma carta aos
Custódios, parece escrever de joelhos: «eu vos rogo, mais do que por mim
mesmo, que, quando for conveniente e virem que é oportuno, supliqueis
humildemente aos clérigos, que devam venerar sobre todas as coisas o
santíssimo corpo e sangue de nosso Senhor Jesus Cristo (...). Devem ter
preciosos os cálices, corporais, ornamentos do altar e tudo que pertence
ao sacrifício. E se em algum lugar estiver colocado pauperrimamente o
santíssimo Corpo do Senhor, que por eles seja posto em lugar precioso e
fechado à chave, de acordo com o mandato da Igreja, e seja levado com
grande veneração e administrado aos outros com discrição. (...) Quando é
sacrificado pelo sacerdote sobre o altar e é levado a alguma parte,
todas as pessoas, de joelhos, retribuam louvores, glória e honra ao
Senhor Deus vivo e verdadeiro»[12].
Estas
coisas São Francisco escrevia e vivia. Quando chegava em um lugar,
depois de ter pregado ao povo, sempre reunia o clero à parte e falava
destes problemas com fervor apaixonado, recorrendo até às ameaças das
penas eternas: «Será que não somos movidos pela piedade de todas essas
coisas se o próprio piedoso Senhor se apresenta em nossas mãos e o
tratamos e recebemos todos os dias em nossa boca? Ou ignoramos que
devemos cair em suas mãos? Portanto, emendemo-nos depressa e firmemente
disso tudo e de outras coisas; e onde quer que esteja o santíssimo corpo
de nosso Senhor Jesus Cristo ilicitamente colocado e abandonado, seja
removido desse lugar e colocado e confiado a um lugar precioso»[13].

Mais
concretamente ainda, São Francisco mesmo, indo a pregar pelas cidades e
vilarejos, «carregava uma vassoura para varrer as Igrejas», como refere
a Legenda perusina, «porque o bem-aventurado Francisco ficava muito
sentido quando entrava numa igreja e via que não estava limpa», e isto o
levava a recomendar aos sacerdotes «para que tivessem um cuidado
solícito por conservar limpas as igrejas, os altares e tudo que serve
para celebrar os divinos mistérios»[14].
Além
disso, «uma vez, quis enviar alguns frades por todas as províncias –
diz o Espelho de perfeição –, para levarem muitas píxides, bonitas e
limpas, e onde encontrassem o Corpo do Senhor indignamente guardado, o
colocassem naqueles píxides de maneira honrosa. Quis também enviar
alguns outros frades por todas as províncias com bons e belos ferros
para fazer hóstias boas e limpas»[15].
Se a
isto acrescentamos que São Francisco pedia a Santa Clara que fizesse
corporais para que fossem doados a Igrejas pobres e que ele mesmo, às
vezes, preparava os vasos de flores para o altar, podemos ter uma idéia
mais completa do fervor Eucarístico de São Francisco.
Obs.: São Francisco de Assis e Clara de Assis sempre tiveram uma reverência inesgotável pelo Cristo Eucarístico. Nós como franciscanos, eu como sou da Terceira Ordem, devemos adorar esse Mesmo Cristo. Rezar pelos sacerdote para que sejam fiéis.
Eu quando falo algo da nossa Igreja, do Clero, não quero com isto falar mal, mas alertar contra os servos de Lúcifer que infiltraram no seio da mesma. Sacerdotes que não creem na Eucaristia, e na doutrina que Cristo deixou. eles são um bando de corvos que se vestem como pombas. Procuram substituir por exemplo, os sinais católicos por símbolo da Nova Ordem.
Um sinal muito antigo da Igreja, foi reaproveitado pelos maçons, e este querem tirar o sinal eucarístico, para colocar um símbolo com significado próprio.
Ex.: O PELICANO: NA MAÇONARIA - ROSA CRUZ
O PELICANO NA CANÇÃO NOVA.
VEJA A SUTILEZA, O CORPO EUCARÍSTICO ATRÁS DO PELICANO.
PISO SAGRADO PARA A MAÇONARIA
Veja: "PROGRAMA REVOLUÇÃO JESUS" TV CANÇÃO NOVA HD
É coincidência?
Ass.: MC GUERREIRO.