sábado, 21 de março de 2015

TERCEIRA CAMINHADA PENITENCIAL





















Hoje, dia 21/03/2013, fiz a terceira Caminhada de Oração, Sacrifício, Penitência e Jejum. Saí em jejum da Paróquia São Sebastião de Parada de Lucas as 08h30m, passei na Igreja de Santo Antônio, Santa Cecília, Bom Jesus da Penha até o Santuário de Nossa Senhora da Penha.

Obs.: A intenção foi rezar pelo Clero, pelas famílias, por toda Novas Comunidades por todos cristãos perseguidos e pelas almas do purgatório.


Estou gato pelas orações  de todos



Ass. MC GUERREIRO

Nove motivos de a vida no paraíso ser entediante e infernal

A psicóloga e escritora norte americana Valerie Tarico, usando uma série de versículos bíblicos para apoiar seus argumentos, a psicóloga afirma ainda que a Bíblia, e o próprio Deus, é também a favor da tortura como teste de lealdade, citando os relatos sobre Jó, e afirmando que “um homem justo torna-se objeto de uma aposta divina entre Deus e satanás”. Ao falar sobre os relatos do Êxodo, ela afirma ainda que Deus usa a tortura como uma demonstração de força, descrevendo a história de Moisés conduzindo o povo hebreu para fora do Egito como “o conto de um ser sobrenatural brincando com os mortais, porque ele pode, infligindo rodada após rodada de terror” com o objetivo de “exibir seu poder”.
n/d
Escritora norte americana Valerie Taric.
Com base na Bíblia, a psicóloga e escritora americana Valerie Tarico enumerou 9 motivos pelos quais a vida no paraíso é infernal.
1 – A perfeição é uma chatura
No céu tudo é prefeito e está pronto, acabado. Em Mateus, Jesus diz: “Sede perfeito como o vosso Pai do Céu é”, e no paraíso esse ideal é finalmente alcançado. Viver em um mundo perfeito tem vários problemas, por assim dizer. Um deles é que ninguém precisa aprender nada porque não há nada a mais o que se aprender. E isso dá um tremendo tédio.
2 – Qualidades das pessoas se tornam irrelevantes
Como tudo é perfeito, as melhores virtudes de quem está no paraíso se tornam irrelevantes. Compaixão e generosidade são inúteis, porque lá ninguém precisa disso. Perdão? Também não. Criatividade? Coragem? Determinação? Tudo inútil. No céu, não há diferença significativa entre uma pessoa e uma ameba.
3 – Não há a emoção de risco
Além da necessidade de amar e de criar, os humanos gostam de passar experiências que exigem risco porque isso lhe dá emoção. Saltar de um avião, por exemplo. Ou surfar. Ou disputar jogos esportivos. O que dá emoção, que libera adrenalina e dá euforia, é a possibilidade do fracasso. Mas no céu não existe fracasso.
4 – Fim dos prazeres carnais
Quando Jesus ressuscitou, o seu novo corpo, perfeito, tinha pênis ou ânus? E os anjos? Lá no céu eles bebem, comem, fazem sexo? Eles têm os prazeres físicos que dependem de uma forma ou de outra da fome?
5 – Livre-arbítrio deixa de existir
Alguns cristãos afirmam que mal e o sofrimento existem para que as pessoas exerçam o seu livre arbítrio, dando-lhes a oportunidade para rejeitar a Deus. Mas no paraíso não existe livre arbítrio, porque lá inexistem a maldade e qualquer forma de sofrimento, física ou psicológica. E não há como conceber a existência do homem em sua plenitude, mesmo no céu dos cristãos, sem que ele possa fazer o que quiser.
6 – Vivendo entre crianças e embriões
Com quem os cristãos convivem no céu? Com embriões, principalmente.
O pesquisador Greg S. Paulo sugere que, incluindo os nascituros, mais de 98% dos 350 bilhões de habitantes do paraíso são aqueles que morreram antes de aceitar voluntariamente “o presente da salvação”.
Ele escreveu que a grande maioria dessa multidão celestial seria de autômatos morais, o que significa que nunca tiveram autonomia para decidir estarem lá. Ironicamente, os crentes representariam no céu a minoria de 1% a 2%.
7 - Ostentação brega e desnecessária
Apocalipse afirma que o paraíso é cheio do brilho de pedras preciosas e de ouro. Para que essa ostentação de riqueza onde as coisas materiais nada valem? Viver para sempre em um cenário tão brega é preciso ter paciência infinita.
8 - A rotina no céu
O que os fiéis fazem no céu? A mesma coisa que os anjos fazem. Adoram a Deus e cantam louvores. Apocalipse dá um exemplo de musiquinha: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade vieram a existir e foram criadas”.
Passar a eternidade entoando esse tipo de louvor é um terrível castigo, não uma premiação.
O que o cristão devoto não se pergunta é: por que o Deus todo poderoso, criador do tudo, do cosmo, gosta de ser bajulado o tempo todo?
9 – Pesadelo da vida eterna
A maioria de nós tem a expectativa de viver o máximo de tempo possível para aproveitar as coisas boas da vida, como curtir filhos e netos, ler bons livros, conhecer novas pessoas, viajar, experimentar novas comidas. Mas viver para sempre é tirar o que a vida tem de bom, que é a sucessão do novo, de novas experiências e sensações.
Na eternidade, ninguém vai poder dizer que assistiu ao melhor show de rock de sua vida porque, lá, a vida não tem fim. Tudo que existe em demais, a vida, no caso, não tem valor.
Enfim, a vida no céu é um tédio sem fim. E o pior é que ninguém poderá pedir a Deus para morrer ou se suicidar. Lá não existe morte. O que significa uma maldição. 

(fonte: Blog Paulo Lopes)

MENSAGEM DA RAINHA MARIA AO PROFETA BENTO DA CONCEIÇÃO (PEDRO II) EM 28 DE ABRIL DE 1995


n/d
Mais da terça parte da terra é do inimigo
Entre no Meu Imaculado Coração de Mãe, para sentir o perfume do Meu amor, ele é essência mais pura que existe, ele é que abrange o mundo inteiro, que sempre se preocupa com a conversão dos homens.
Ele fica cada vez mais triste, porque as crianças ao começar a sua vida, e conhecer como ela é, começam a ver na televisão, os caminhos que levam para o mundo da violência, de prostituição, e das drogas, a moral não existe mais.
A Fé morreu no coração dos pais, a discórdia fica entre os que nos seguem e os que vivem só pelo prazer da carne e do dinheiro.
Bento Meu filho querido, Eu Vossa Mãe Rainha da Paz, Me sinto envergonhada, de hoje em dia ver a Minha descendência, vestindo-se mal, fumando e bebendo, como se fosse homem, a mulher não pelo corpo, mas sim, pelo comportamento, a mesma coisa os homens perderam os seus valores, cada um procura fazer o que não deve, dia a dia, este número vai aumentando, para atrair uma grande catástrofe, é terrível filho o que vai cair sobre a terra.
Ah! Se Meus filhos, Me escutassem, mas são poucos os que Me ouvem, Eu estou fazendo tudo para que isso não venha a acontecer.
Olhe Meu filho, o tempo que resta, já é quase nada, Eu vossa Mãe e mãe de todos, velo todo instante por vocês, que Me pedem proteção, Eu seguro carinhosamente a todos que rezam o santo rosário, todos os dias, para Meu filho e Meu Deus.
Eu estou do lado dele sempre cuidando de vocês, pela maneira como vocês Me tratam, Eu fico tão feliz Meu filho, quando Me defendes desses falsos pastores que Me dão o mínimo, como se Eu fosse uma mulher quase sem valor, não sabendo eles que, quem Me fere, fere o Autor da vida, porque nas mãos dele Eu continuo a maior estrela vista no céu.
O Meu brilho, Meu filho, é deslumbrante, pois ele quis assim, Sou como um jardim mais lindo, que tem flores de todas as cores, e perfumadas.
Bento Meu filho querido, não há nada mais nesse mundo que possa mudar, o que vem pela frente, tudo vai se cumprir, mas se o homem Me ouvisse quando apareci em Fátima, o castigo seria bem menor, e não traria tanto horror na face da terra, mas infelizmente o homem de lá para cá piorou, ele deixou de ser homem, mulher deixou seus afazeres pelo uso das coisas masculinas, este pecado é irreparável, porque o homem foi criado para servir a Deus, e não ao diabo.
Mas ele com sua astúcia, fez o homem cair no luxo e na vaidade, a mesma coisa fez a mulher, é injusto, muito injusto, o que os homens estão fazendo.
Agora o diabo já diz: vê Jesus, como eu tenho força, os que ouviam tu falar, não ouvem mais, dos que te serviam, pouco resta, os que falavam no teu nome agora Me seguem, porque eu dou tudo o que eles querem, dinheiro, luxo, vaidade, e trocam de mulher a toda hora.
Assim Meu filho Querido, é a armadilha que o diabo fez, e levará com ele milhões de pessoas, os números que já estão na lista dele, ultrapassara mais que a terça parte da terra. “Queridos filhos não parem de rezar porque estes são, os últimos momentos. Dou a Minha Benção de Mãe e Rainha.”
                                                               Maria, Rainha do Céu e da Terra

(mais mensagens no site: www.ceifadores.com.br)

Sodoma Moderna:

Avanço científico permite que casais gays tenham filhos biológicos


 
n/d
Todo mundo sabe que para gerar uma criança é preciso que um espermatozóide encontre um óvulo, sendo obrigatória, portanto, a participação de um homem e de uma mulher no processo. Mas a ciência está dando um jeitinho nisso e, ao que tudo indica, casais homoafetivos poderão gerar filhos biológicos em breve.
n/d
O estudo, que está sendo desenvolvido pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, conseguiu criar formas primitivas e artificiais de células sexuais programáveis usando a pele humana.
Esse princípio de célula foi obtido ao tratar uma célula-tronco em um ambiente controlado por cerca de uma semana. Essas células têm o potencial de se desenvolver em espermatozoides e óvulos maduros e esta seria a primeira vez que algo do tipo é feito em um laboratório. “Não é impossível transformar essas células em gametas, mas se algum dia nós poderíamos usá-las, essa é uma questão para outro momento“, afirmou Azim Surani, responsável pela pesquisa, ao The Guardian.
Em 2012, cientistas japoneses fizeram um procedimento semelhante usando ratos de laboratório. A partir de células-tronco, espermatozóides e óvulos foram criados, sendo fertilizados e dando origem a filhotes. Por ora, empregar gametas artificiais a fim de tratar problemas de infertilidade é proibido na Inglaterra, mas uma mudança na lei poderia incentivar a continuidade do estudo.
n/d
O uso de células-tronco, principalmente quando relacionado à fertilização, levanta uma série de questões éticas ao mesmo tempo em que abre a ciência para possibilidades consideradas, até então, improváveis.

Fonte: Terra noticias

Corpo de bombeiros de Nova York empossa primeira capelã lésbica. Brasil está pronto para imitar?

n/d
O Corpo de Bombeiros de Nova Iorque empossou oficialmente sua primeira capelã assumidamente lésbica, de acordo com reportagem da agência noticiosa Associated Press.
A Reverenda Ann Kansfield foi oficialmente empossada na terça-feira. Ela é a oitava capelã do Corpo de Bombeiros. Seis outros são cristãos e um judeu. Kansfield é pastora da Igreja Reformada Greenpoint no Brooklyn.
n/d
Reverenda Ann Kansfield
Os deveres dos capelães do Corpo de Bombeiros de Nova Iorque incluem dar aconselhamento para bombeiros, fazer orações oficiais e invocar o nome de Deus.
Como é que uma igreja reformada (título usado apenas por igrejas calvinistas) chega a indicar uma “pastora” lésbica para uma instituição pública que precisa de um verdadeiro homem de Deus, não um representante do diabo, não um oprimido pelo diabo?
Quando o liberalismo teológico entra, vai abrindo as portas para outros liberalismos.
Por enquanto, o Brasil não tem capelães homossexuais e lésbicas. Mas o liberalismo teológico tem presença “consagrada” há muito tempo em igrejas evangélicas brasileiras, especialmente nas ditas igrejas reformadas (calvinistas).
Num concurso de capelães no ano passado, a Marinha do Brasil requereu dos candidatos, entre vários requisitos, formação na Teologia da Missão Integral (TMI). Entre as referências dessa teologia, a Marinha citou obras da Editora Ultimato, uma das principais expoentes editoriais da TMI no Brasil. A Ultimato é de linha “reformada” (calvinista).
A TMI é o mais poderoso e antigo liberalismo teológico na Igreja Evangélica Brasileira.
A presença da TMI nas Forças Armadas do Brasil é evidência da influência de seus teólogos “reformados,” que trabalham até mesmo na Presidência da República do Brasil.
Mas o que a TMI poderia vir a ter a ver com a contratação de uma capelã lésbica? Se depender do Rev. Marcos Botelho, colunista da revista Ultimato e promotor da TMI, tudo. Num artigo na Ultimato, Botelho (que é pastor presbiteriano ou “reformado”) declarou, sobre a questão homossexual, que os cristãos têm de lutar “para o direito de todos: o de escolher livremente a sua opção sexual.”
Isso incluiria o direito de uma capelã reformada ser lésbica?
Botelho ajuda a realizar grandes eventos de TMI no Brasil.
Após queixas à revista Ultimato, o artigo dele foi removido, mas o reverendo “reformado” nunca se desculpou publicamente pelas palavras antibíblicas.
Hoje, sob inspiração “reformada,” a Marinha do Brasil exige TMI de seus candidatos a capelão. Amanhã, sob a mesma inspiração, vai fazer o quê? Vai imitar o Corpo de Bombeiros de Nova Iorque e empossar capelãs lésbicas “reformadas”?
Se a Reforma “reformada” (calvinista) não passar por uma reforma, vai virar uma Sodoma e sancioná-la em toda a sociedade.
Se os ditos teólogos “reformados” não estivessem tão ocupados tentando resolver questões de todo o universo pentecostal e neopentecostal, talvez tivessem tempo para lidar com o liberalismo teológico da TMI que grassa nos meios “reformados” há décadas, evitando assim casos embaraços como o da posse da capelã lésbica reformada.

Com informações da Associated Press.

Fonte: www.juliosevero.com

segunda-feira, 16 de março de 2015

Lembrando: A Virgem Santíssima afirma que o Brasil passará por uma sangrenta revolução promovida pelo comunismo

n/d
 
Os 3 grandes castigos!

Fez-se inexplicável silêncio sobre as aparições de Nossa Senhora no agreste pernambucano em 1936 e caíram no esquecimento. Mas a Ssma. Virgem anunciara que viriam tempos calamitosos e três grandes castigos para o Brasil.
No primeiro artigo, reproduzido abaixo, seu autor comenta essas previsões sobre o prisma da crise da Igreja e a ameaça comunista ao Brasil.
O segundo texto, do grande lutador Pe. Júlio Maria, apresenta uma pormenorizada narração dessas aparições de 1936 em que Nossa Senhora anunciou que o sangue inundará o Brasil.
   POR FRANCISCO ALMEIDA ARAÚJO *
     Todos quantos me conhecem através de meus escritos, palestras, cursos e programas de Rádio e Televisão promovidos em todas as regiões do nosso querido Brasil, sabem da minha relutância em divulgar revelações particulares ainda não reconhecidas pelo Magistério da Igreja. No entanto, de todas as “revelações particulares” que tem sido divulgada em nosso país, a única que apresenta séria evidência de veracidade é a que transcrevo abaixo, de forma resumida, a partir do que foi dado a público pelo saudoso e combativo Pe. Júlio Maria, em seu livro “O Fim do Mundo está Próximo”, editado (2ª edição) em julho de 1939, pela Livraria Boa Imprensa – RJ.
     A Virgem Santíssima, mãe de nosso Deus e redentor Jesus Cristo, apareceu no dia 6 de agosto de 1936, para duas meninas, Maria da Luz e Maria da Conceição, num lugarejo denominado Sítio da Guarda, localizado no Distrito de Cimbres, pertencente a cidade de Pesqueira, no agreste pernambucano.
     Naquele dia, enquanto trabalhavam na colheita de mamona, conversavam sobre o que se passava na região e é neste momento que Maria da Conceição, olhando para uma pequena montanha bem próxima do local onde estavam, disse para Maria da Luz: “Veja lá uma Senhora”. Era uma Senhora com um belo menino segurado pelo braço esquerdo e que acenava para elas, chamando-as. Enquanto falavam entre si como chegariam até o local, a mãe de Maria da Luz chamou-as para almoçarem. Eram onze horas da manhã. As meninas disseram-lhe que queriam antes subir até a montanha, contando tudo o que viam para a mãe de Maria da Luz. O assunto chegou ao conhecimento do pai de Maria da Luz, o senhor Artur. Este interrogou as meninas e dando crédito às meninas, tomou uma foice para abrir uma trilha e foi com elas até o local. Logo seguiu a eles a mãe de Maria da Luz com demais filhos menores.
     Maria da Luz e Maria da Conceição alegavam estarem vendo diante delas uma bela senhora com um belíssimo menino. Nada, no entanto viam os demais. O pai de Maria da Luz mandou então que perguntassem àquela senhora o que desejava. Ao fazerem a pergunta, a senhora respondeu: “Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração”.
     Logo a notícia se espalhou por toda a redondeza, chegando ao conhecimento do Pároco e do Bispo da Diocese.
     As advertências de Nossa Senhora eram reiteradas. Ela sempre pedia insistentemente que era preciso rezar e fazer penitência caso contrário o Brasil receberia um severo castigo.
     O bispo diocesano designou um sacerdote para investigar o caso e este padre entregou às meninas, seis perguntas que elas deveriam apresentar à Senhora. Mencionarei apenas a quarta e a sexta pergunta e as respostas dadas pela Senhora.
     º Dizei quem sois e que quereis? – “ Sou a Mãe da Graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos”.
      º Que significa o sangue das vossas mãos? – “Representa o sangue que será derramado no Brasil”.
     O mesmo sacerdote designado pelo bispo, por várias vezes, interrogou as meninas, em separado e por fim foi ao local com elas e fez cerca de noventa perguntas em alemão, língua que as meninas nada compreendiam e a Senhora respondia, através das videntes, em português. Dentre estas perguntas, em alemão, o padre procurou saber por que Nossa Senhora estava aparecendo ali e esta respondeu: “Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil”. Por mais duas vezes, em dias diferentes, a mesma pergunta foi feita e a mesma resposta foi dada. O sacerdote perguntou também, sempre em alemão, o seguinte:
      º Que é necessário fazer para desviar os castigos? – “Penitência e oração”.
      º Qual a invocação desta aparição? – “Das Graças”.
      º Que significa o sangue que corre das vossas mãos? – “O sangue que inundará o Brasil”.
      º Virá o comunismo a penetrar no Brasil? – “Sim”.
      º Em todo o País? – “Sim”.
      º Os padres e os bispos sofrerão muito? – “Sim”.
      º Será como na Espanha? – “Quase”.
      º Quais as devoções que se devem praticar para afastar esses males?  - “ Ao coração de Jesus e a mim”.
      º Esta aparição é a repetição de La Salette? – “Sim”.
     Aqui termino o resumo que fiz do texto do intrépido Pe. Júlio Maria e passo a comentar esta aparição de Nossa Senhora da Graças. Chamo a atenção para o seguinte:
     1ª) São três castigos, sendo um deles uma sangrenta revolução promovida por homens ímpios para implantar no Brasil uma ditadura comunista;
    2ª) Será semelhante à revolução espanhola de 1936 e,
    3ª) É uma repetição da aparição de Nossa Senhora em La Salette, França, aparição esta devidamente reconhecida pela Igreja.
     Quem conhece as revelações de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917, percebe que há uma grande semelhança entre esta, a de La Sallete e a que estamos comentando, aqui do Brasil.
     Em Fátima Nossa Senhora apareceu para alertar o mundo e a Igreja do perigo da ideologia comunista, e que esta se espalharia pelo mundo todo. Vale lembrar que a Igreja, por várias vezes, já condenou o comunismo e o socialismo, de sorte que um católico fiel não pode jamais apoiar qualquer forma de socialismo, marxismo, comunismo. Nomes diferentes para o mesmo mal, o mesmo veneno.
     Relembremo-nos das palavras da Virgem Santíssima, em Fátima: “Se atenderem a meus pedidos a Rússia se converterá e terão paz. Se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados...”.
     A história revela-nos que Nossa Senhora não foi atendida e o comunismo, o socialismo, se espalhou como uma terrível peste pelo mundo todo.
     O socialismo com suas sangrentas revoluções e sua ideologia é um dos três castigos mencionados pela Virgem Maria, em 6 de agosto de 1936 no Estado de Pernambuco.
     Um outro castigo, o principal, o mais terrível, do qual os demais são mera conseqüência, mencionado em La Salette, Fátima e Brasil é a apostasia, a perda da Fé, com sua corrupção moral.
     Já mencionamos as palavras de Nossa Senhora aqui no Brasil e em Fátima; mencionaremos agora o que ela disse em La Salette: “ Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os próprios sacerdotes, por suas más vidas, por suas irreverências e impiedades ao celebrar os Santos Mistérios, por seu amor ao dinheiro, as honras e aos prazeres converteram-se em cloacas (esgotos) de impureza (...) Deus vai castigar o mundo de uma maneira sem precedentes”.
     O cardeal Mario Luigi Ciappi disse, em março de 2002: “No terceiro segredo (de Fátima) é predito, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começaria pela hierarquia”.
     Outras semelhanças entre as aparições mencionadas: “Para se evitar o castigo é preciso rezar o santo rosário, fazer penitência, ter devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria”.
     Nos anos noventa estive em Cimbres, diocese de Pesqueira, Pernambuco, dirigindo uma peregrinação ao local das aparições, conforme fotos em meu poder. Com a vidente Maria da Luz que se tornou religiosa do Instituto das Damas da Instrução Cristã, onde recebeu o nome religioso de Irmã Adélia, estive por três vezes. A última vez que a entrevistei foi em onze de dezembro de 2003, uma quinta- feira, à tarde, no Colégio das Damas, em Recife PE, onde reside. Nesta ocasião mostrei a ela o número de julho de 2003 do Jornal Inconfidência e que trazia um artigo intitulado “Profecia e Vigília”, de autoria do General de Exército Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, sobre a aparição da Virgem Maria a ela – Irmã Adélia –, na época a menina Maria da Luz. Irmã Adélia se encontrava adoentada, fazendo uso de uma cadeira de rodas, mas perfeitamente lúcida, e tão logo terminei a leitura do artigo para ela, a mesma, com voz embargada, pela emoção, me confirmou tudo e me disse que estava muito breve a se realizar o castigo da revolução comunista no Brasil e por três vezes repetiu para mim: “Diga ao povo que reze o rosário e que faça penitência”. Tirei fotos com ela nesta ocasião, pois julgava que fosse, quem sabe, a última vez que estaria falando com ela. A poucos dias telefonei para amigos em Recife e tive a alegria de saber que Irmã Adélia está viva.
     Em seu artigo o General Avellar Coutinho, lembrava a triste e covarde Intentona comunista em novembro de 1935, a revolução comunista na Espanha, a qual teve início em 17 de julho de 1936 e que poucos dias depois deste acontecimento, Nossa Senhora aparece no agreste pernambucano e ele “arrisca uma especulação” (são palavras dele), fazendo uso do número setenta tão significativos na simbologia das profecias bíblicas e faz uma “ilação arbitrária” (palavras dele) concluindo que 2006 poderia ser o ano do cumprimento da profecia dada em 1936. Eu também me atrevo a fazer uma pergunta. Por que Nossa Senhora apareceu no nordeste brasileiro, mais precisamente em Pernambuco? Que ligação tem com a revolução em marcha? Será que de lá do nordeste se iniciará esta revolução? Será que um dos líderes é um pernambucano? Só Deus sabe!
     Penso e tomara Deus eu esteja enganado, a semelhança entre a revolução comunista denunciada por Nossa Senhora no agreste pernambucano e a revolução comunista na Espanha em 1936 é, além da crueldade, a presença de comunistas de várias partes do mundo que lutarão contra os brasileiros patriotas.
     O fato a se lamentar é que estamos presenciando com toda clareza um processo revolucionário em marcha aqui no Brasil e em vários paises da América Latina. Querem implantar aqui o que não conseguiram continuar no leste europeu.
     O que fazer? Obedecer Nossa Senhora! Rezar o rosário em praças públicas, nas igrejas, nas escolas, nos locais de serviços, em casas, em todo lugar e fazer penitência. Não colaborar com o mal apoiando o comunismo e o socialismo.
     Nossa Senhora já salvou o Brasil de dois ataques do comunismo (1935 e 1964). Em 1964 foram as mulheres brasileiras, com a reza do terço que enfrentaram o comunismo e o Brasil venceu. Naquela época tínhamos o apoio da Igreja e das Forças Armadas. E agora? Onde estão os bispos, os padres, os militares, as mulheres católicas do nosso País? Quando a CNBB sairá a público para defender o rebanho da ação maléfica do comunismo?
     Não nos devemos deixar ser enganados e para tanto termino narrando um fato assombroso: a infiltração do comunismo na Igreja Católica e em outras religiões. Já dizia Lênin, fundador do comunismo russo, nos anos 20, que infiltraria a Igreja Católica, particularmente o Vaticano.
     Recentemente tivemos a confirmação com Douglas Hyde, ex-comunista revelando que nos anos 30 os chefes comunistas enviaram uma diretiva à escalada mundial sobre a infiltração na Igreja Católica. No início dos anos 50 a Dra. Bella Dodd, advogada, funcionária de destaque do Partido Comunista Americano, deu informações pormenorizadas sobre esta infiltração. Ouçamos suas próprias palavras: “Nos anos 30 pusemos mil e cem homens no sacerdócio para destruir a Igreja a partir do seu interior”. Dez anos antes do Vaticano II ela declarou: “Nesse momento estão nos cargos mais altos da Igreja”. Afirmou ainda que aqueles infiltrados iriam provocar mudanças tão radicais que “não reconhecerão a Igreja Católica”.
     Na primavera de 1962, na cidade de Metz, na França, o cardeal Eugène Tisserant encontrou-se, nada mais nada menos, com o Metropolita Nikodin, da “igreja ortodoxa russa”, um conhecido agente do KGB e negociaram o que viria a ser conhecido como o Pacto de Metz, ou, mais popularmente, o Acordo Vaticano – Moscou.  Este é um triste e irrefutável fato histórico. Dá-se a infiltração comunista na Igreja.
     Que Nossa Senhora Aparecida – Rainha do Brasil nos salve do perigo socialista, comunista. Que o padre Cícero e frei Damião, missionários nordestinos, que tanto combateram o comunismo, protejam e iluminem o sofrido e ordeiro povo nordestino.
     * Francisco Almeida Araújo, ex- pastor batista, depois converteu-se ao catolicismo e foi ordenado diácono permanente por D. José Pestana, então Bispo de Anápolis. Faleceu em 2012, após receber os sacramentos de Reconciliação, Eucaristia e Unção dos Enfermos.
 
Aparições de  Maria Santíssima no norte do Brasil
n/d
 Pe. Júlio Maria de Lombaerde (1878 - 1944)
         A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições de Maria Santíssima no norte do Brasil.
         A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.
         Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.
         Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-me uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura: Konnesreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.
         É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula. Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.
         Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.
         Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?
         Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?
         Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?
         Se ela se dignou mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Bauraing e Baneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?
         Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.
         É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da Revista de Koeningsreuth:
    I. PRIMEIRA APARIÇÃO
         Maria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo aos desejos das autoridades eclesiásticas.
         Era a 6 de agosto de 1936.
         Duas meninas foram mandadas ao campo a fim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz, a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.
         Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.
         Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"
         – Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria, respondeu Maria da Luz.
         Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino.
         Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como fossem onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.
         A mãe – boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração – disse muito simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora tendo a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.
         O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando de uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.
         De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.
         Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.
         Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.
         Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração."
         Restava-lhe muito que dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.
    II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕES
         Entretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.
         Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.
         As opiniões eram, como sói acontecer em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.
         As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.
         Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.
         Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.
         Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.
         A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão.
         Eram as seguintes as perguntas formuladas:
         1 – Quem pode mais que Deus?
         2 – Quantas pessoas há em Deus?
         3 – Quais são estas pessoas?
         4 – Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis?
         5– Quereis falar com um padre?
         6 – Que significa o sangue que jorra da vossa mão?
         Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:
         1 – Ninguém.
         2 – Três.
         3 – Pai, Filho e Espírito Santo.
         4 – Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.
         5 – Sim.
         Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:
         – Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.
         6 – Representa o sangue que será derramado no Brasil.
         Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir-se ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.
    III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIA
         O lugar das aparições – "Guarda" – é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância. A subida é muito penosa.
         "Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para poder subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.
         – Que está fazendo a aparição? – perguntei.
         – 'Está sorrindo', disseram elas.
         Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se um como número em forma de quatro (4); ao lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada.
        – 'Lá está a aparição', diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água.
        Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: 'não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água'.
         Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: – 'Dize-me agora a verdade e não prégues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida'.
         Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção do lugar:
         – 'Ela olha para cá e está sorrindo'.
         – 'Agora dize-me: como está Ela?'
         Maria da Luz olha e diz:
         – 'Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas. Num braço está a criança'.
         – 'Em que braço? No direito ou no esquerdo?'
         A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo.
         – 'Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça', disse-me a jovem.
         – 'E a outra mão?' - perguntei.
        Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo.
         – 'A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.
         – 'Qual deles?' - perguntei.
         Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta.
         – 'Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres'."
    IV. NOVAS INVESTIGAÇÕES
         "Chamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: 'o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição'.
         – 'Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira?', perguntei à moçinha.
         – 'Não senhor', disse ela.
         Então eu lhe disse: 'Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês?' A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: 'Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes'.
         Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, a fim de averiguar se era imaginação. 'Eu que sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora?' Ela permaneceu sempre firme.
         – 'Está bem – disse eu – dize-me o que vês agora'.
         Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.
        Quando ela indigitava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: 'Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado'. Então ela olhava para o lugar que eu dizia e respondia: 'Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo.'
         Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.
         Chamei então Maria da Luz – deixando o pai onde estava – e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: 'Sim, vemos'
         – 'Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê', disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.
         – Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.
         – 'Sim', responderam, por Ela.
         Fiz então umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: 'Wer bist du?' (quem sois vós?) – 'A Mãe do Céu'. 'Wie heisst das Kind auf deinem Arm?' (como se chama a criança em seu braço?) – 'Jesus'.
         – 'Porque apareceis aqui?'
         – 'Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil'.
         – 'Quais são os castigos?'.
         Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.
         – 'Podeis então dizê-lo mais tarde?'
         – 'Sim'.
         – 'Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?'
         – 'Já o dei'.
         – 'Qual é o sinal?'
         – 'A água que está correndo em baixo'.
         – 'Para que serve esta água?'
         – 'Para remédio'.
         – 'Para todas as doenças?'
         – 'Sim, mas para quem tem fé'.
         – 'Quem quiser pode tirar daquela água?'
         – 'Não, só as duas meninas'.
         – 'Porque não podem tirar quem quiser?'
         – 'Para que todos creiam'."
        Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.
    V. AMEAÇAS E REMÉDIOS
         O Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.
         – Qual é o fim da vossa aparição aqui?
         – Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.
         – Quais castigos?
         De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.
         – Que é necessário fazer para desviar os castigos?
         – Penitência e oração.
         – Qual a invocação desta aparição?
         – Das Graças.
         – Que significa o sangue que corre das vossas mãos?
         – O sangue que inundará o Brasil.
         – Virá o comunismo a penetrar no Brasil?
         – Sim.
         – Em todo o País?
         – Sim.
         – Também no interior?
         – Não.
         – Os padres e os bispos sofrerão muito?
         – Sim.
         – Será como na Espanha?
         – Quase.
         – Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?
         – Ao Coração de Jesus e a mim.
         – Não basta só uma?
         – Não.
         – Quereis que se pregue sobre este assunto?
         – Sim.
         – Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?
         Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.
         – Darão licença mais tarde?
         – Sim.
         – Quereis que se construa uma igreja aqui?
         – Não.
         – Quereis mais tarde?
         Fez os mesmos gestos.
         – Esta aparição é a repetição de La Salette?
         – Sim.
         – Haverá uma romaria aqui?
         – Sim.
         – Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?
         – Para o povo romeiro poder fazer penitência.
         – Quanto tempo faz que estais aqui?
         Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: "há muito tempo".
         – Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos vossa benção.
         Instantaneamente as duas videntes exclamam: "Olha lá!!! Está nos abençoando"... e fizeram o sinal da cruz.
         – Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.
         Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: "Ele já sabe dar a benção também!" Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.
         Uma das meninas exclamou ainda: "Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos."
         Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.
         Descendo eu, disse às duas meninas: "Agora vejam se a Senhora ainda está lá". Responderam ambas: "Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos".
         – Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.
         As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.
         – Pergunta a Ela, para que tanta benção!
         – Para que sejais felizes, disse Ela.
         Perguntei de novo, em alemão: "Somente as duas ou eu também?"
         Responderam elas: "Para o senhor também".
         Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth, perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio.
         – "É de Deus", disse a aparição.
    VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕES
         As providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas são completamente sãs.
         A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.
         A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.
         Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.
         Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se a fim de fazerem orações e penitências.
         Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.
         O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.
         Após oito dias veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.
         Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.
         Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.
         A aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".
         Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: "Quem mandou foi um padre!"
         Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.
         Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.
         Nossa Senhora recomendou que não se dissesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.
         Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A aparição pediu que as despezas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.
         Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a aparição.
         Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela a viu na montanha de Guarda.
         Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência".
         Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ele.
    
 VII. CONCLUSÃO
 
        Tal é a narração publicada na revista Koenigsreuth. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto, e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.
     * Padre Júlio Maria de Lombaerde. O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentes. Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro, 2ª edição, 1939, cap. VI, pp. 71 e ss.  Nihil obstat dado pelo Cônego José de Lima em 10 de julho de 1936, e Carta de Aprovação do Bispo de Caratinga, de 31 de julho de 1936.

Fonte: www.sacralidade.com/igreja2008/0178.castigos.html

www.sinaisdoreino.com.br  e  www.rainhamaria.com.br

Cientistas confirmam mudanças no campo magnético da Terra

Baseado em dados da constelação de satélites Swarm, cientistas da agência espacial europeia confirmaram que mudanças importantes no campo magnético da Terra estão acontencente, entre elas o possível enfraquecimento da Anomalia Magnética que atua sobre o Brasil.
n/d
Medições feitas nos últimos seis meses confirmam uma tendência de enfraquecimento global, com quedas mais significativas no hemisfério ocidental do planeta, embora um aumento na intensidade tenha sido observado acima do oceano Índico desde janeiro de 2013.
Além das medições de intensidade, os dados coletados também confirmam os estudos recentes que revelam o deslocamento do polo norte magnético em direção à Sibéria.
Todas as anomalias verificadas foram detectadas a partir das linhas de força provenientes do núcleo da Terra, correspondente a 90% do total coletado. De acordo com a ESA, os outros 10% serão analisados neste ano e foram originados no manto, crosta, oceanos e magnetosfera terrestre.
Anomalia Magnética do Atlântico Sul
Um dos gráficos que mais chama a atenção é aquele observado no topo do artigo, onde se nota um enfraquecimento natural mais pronunciado nas linhas de fluxo magnético acima de toda a América do Sul, mas ligeiramente mais pronunciado no Sudeste e Centro-Oeste Brasileiros.
Esta região de enfraquecimento é conhecido pelos pesquisadores como Anomalia Magnética do Atlântico Sul, ou AMAS.
Essa anomalia ocorre devido à uma espécie de depressão ou achatamento nas linhas no campo magnético da Terra acima desta região e tem como causa o desalinhamento entre o centro do campo magnético e o centro geográfico do planeta, deslocados entre si por cerca de 460 km no sentido sul-norte.
Esta anomalia foi descoberta em 1958 e sofre alterações ao longo do tempo, principalmente devido ao deslocamento dos polos magnéticos aliada ao enfraquecimento do campo de modo global.
Devido ao campo magnético ser mais fraco, partículas oriundas do cinturão de Van Allen se aproximam mais da alta atmosfera desta região, fazendo com que os níveis de radiação cósmica em grandes altitudes sejam mais altos nesta zona.
Embora os efeitos na superfície sejam praticamente desprezíveis, a AMAS afeta fortemente satélites e outras espaçonaves que orbitam algumas centenas de quilômetros de altitude.
Satélites que cruzam periodicamente a AMAS ficam expostos durante vários minutos à fortes doses de radiações e necessitam de proteção especial. A Estação Espacial Internacional, por exemplo, é dotada de um escudo especialmente desenvolvido para bloquear as radiações.
Estudos
De acordo com Rune Floberghagen, gerente da ESA para a missão Swarm, os dados registrados pelos satélites deverão proporcionar uma nova visão sobre muitos processos naturais que ocorrem em nosso planeta, desde aqueles que tem origem nas profundezas da Terra até os eventos desencadeadas pela atividade solar.
Além disso, no entender do pesquisador, as informações obtidas deverão trazer uma melhor compreensão dos motivos que estão causando o enfraquecimento do campo magnético terrestre e as possíveis consequências que isso terá no futuro.


 Fonte: Apolo11

domingo, 15 de março de 2015

O Exército de Edir Macedo: Lider de seita prapara seus soldados para a guerra. Como é que é?

Primeiramente a noticia do Jornal GGN cidadania http://jornalggn.com.br
=============================
Qual o objetivo do exército da Igreja Universal?
Por Luis Nassif
O vídeo de um grupo de jovens em organização militarizada dentro de uma igreja evangélica é preocupante. Coloca em dúvida a laicidade do Estado e a influência que esse tipo de fundamentalismo religioso pode ter na sociedade.
n/d
Projeto de recrutamento de jovens faz parte da Igreja Universal do Reino de Deus.
Circulam na internet vídeos polêmicos que mostram jovens marchando fardados e em posição de ordem em um templo religioso de uma igreja evangélica. No vídeo, eles recebem comandos de um suposto bispo da igreja, e respondem “o altar” a perguntas como “o que é que vocês querem?”. Até a representação de um ‘escudo militar’ com a sigla G.A (Gladiadores do Altar) é utilizada pelo grupo.
n/d
Em um dos vídeos publicados pela própria igreja no Facebook, está um que recebeu mais de 220 mil visualizações até o momento da publicação deste artigo. Nos comentários, é possível notar a preocupação de várias pessoas com o que seria a formação de uma ‘ditadura evangélica’ no Brasil. A semelhança com rituais praticados pelo exército de Hitler na época do Nazismo, ou mais atualmente pelo Estado Islâmico, cujas práticas principais são dominar o mundo com um só pensamento – que consideram o único verdadeiro – e aniquilar quem pensa diferente, também é lembrada. Foi manifestada preocupação com a força que uma alienação religiosa pode levar alguns a fazer em nome de ‘Deus’, como a formação de membros intolerantes como os de grupos que fazem o EI e Al-Qaeda.

MENSAGEM DO REI JESUS AO PROFETA BENTO DA CONCEIÇÃO (PEDRO II) EM 19 DE JUNHO DE 2000


n/d
A MESSE É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS

A discórdia aumenta e o inimigo ataca de todas as maneiras, não deixando ninguém em paz. Forma seus aliados, junta todos eles e os manda fazer espanto em toda Terra. Suas leis, daqui para frente, é formar guerrilha e escândalos no meio dos governantes, mexendo um com outro e pondo a ponto de discussão, sobre suas leis que cada partido quer fazer, formando, assim, entre eles, revoltas. Como há lá dentre eles, assim também passa pela Cúria Metropolitana, punindo todo aquele que vier fazer a Minha vontade. Suas leis tem que ser como eles querem e não como foi escrito no primeiro Concílio Vaticano. Mexeram no que não deviam e formaram novas leis tanto para o judiciário civil como para a assembleia legislativa e para o Santo Sacramento de Minha Igreja. Este era o plano de Meu adversário, e conseguiu. No mundo, Meu filho, o juiz deste século se acordou com uma fome tão grande, que não permite nenhuma lei, se não for como deseja.
Filhos amados! Não precisam de arma alguma para enfrentarem este revolucionário; basta Me obedecerem. Na frente de vocês estou Eu, e por onde mandar cada um de vocês fazer este Meu serviço, que não tenham medo. Esta guerra é santa. É a última que este inimigo enfrentará, e ele já sabe que vai perdê-la. Por isso mexe com os governantes pondo seus podres a serem vistos por todos, e também Meus servidores um contra o outro. Desta maneira tudo corre como ele quer. Mas, tem um limite, e este limite breve irá finalizar-se.
Vejam, Meus filhos amados, que estou precisando tanto de operários, mas são poucos que vêm Me ajudar (Lc. 10,2). E mesmo esses que estão Me ajudando, alguns ficam com medo e outros não querem se identificar com medo de perderem seus cargos. É como já disse: "Todo aquele que pegar no arado e olhar para trás, esses ainda não decidiram com quem ficam". (Lc. 9,62) Mas, os que são seguros, e com os quais posso contar, são poucos, mas dá para enfrentar os Meus adversários. Sim, porque em cada um desses está o Meu Santo Espírito cada vez mais forte, e que sem Ele ninguém poderia ir à luta.
Filhos e filhas! Do jeito como estão Me fazendo, ficando no mesmo costume como sempre foi, não precisam ter medo de nada, pois Eu, Jesus, estou no comando e Minha Santa Mãe também. Todo exército dos Meus Anjos preparado está, e eles já sabem o que devem fazer, é só apontar para o mar e suas ondas gigantescas começarão a limpar tudo o que não presta, assim como também os vendavais, terremotos e vulcões.
Não vos desespereis quando tudo isto vier acontecer, pois Comigo todos estarão seguros.

                                                                                                                Jesus
 
(mais mensagens no site: www.ceifadores.com.br)

O Purgatório, segundo São João Bosco

n/d
Ontem à noite, meus caros filhos, havia-me deitado e, não conseguindo adormecer logo, estava pensando na natureza e no modo de existir da alma; como ela era feita; de que modo poderia encontrar-se e falar na outra vida, estando separada do corpo; como faria para trasladar-se de um lugar a outro; como nos poderemos conhecer uns aos outros depois de mortos, não sendo senão puros espíritos. E quanto mais pensava nessas coisas, mais obscuro me parecia tal mistério.
Enquanto divagava por essas idéias e outras semelhantes, adormeci, e me pareceu que estava na estrada que conduz a … (e nomeou a cidade) e que caminhava naquela direção. Andei durante algum tempo, atravessei lugares para mim desconhecidos, até que, em certo momento, ouvi que alguém chamava pelo nome. Era a voz de uma pessoa parada na estrada.
- Vem comigo – disse – e poderás ver logo o que desejas!
Obedeci imediatamente. Mas a tal pessoa andava com a rapidez do pensamento, e eu no mesmo passo que meu guia. Andávamos de maneira tal que nossos pés nem tocavam o solo. Chegados por fim a uma certa região que eu desconhecia, o guia parou. Erguia-se sobre uma preeminência do terreno um magnífico palácio de construção admirável. Não sabia onde estava, nem sobre que montanha; nem me recordo mais se estava realmente sobre uma montanha ou se estava no ar, sobre nuvens. Era inacessível e não se via caminho algum para poder chegar até ele. Suas portas eram de considerável altura.
- Sobe a esse palácio – me disse o guia.
- Como vou fazer? – observei eu – como fazer para subir? Aqui por baixo não há entrada, e não tenho asas.
- Entra! – replicou ele com autoridade. E, vendo que eu não me movia, disse:
- Faz como eu: levanta os braços com boa vontade e subirás. Vem comigo.
E assim dizendo, levantou ao alto as mãos, dirigindo-as para o céu. Eu também abri os braços, e me senti num só instante alçado pelos ares como uma nuvenzinha. Eis que chego aos umbrais do palácio. O guia me acompanhara até lá.
- Que há aqui dentro? – perguntei.
- Entra, visita-o e verás. No fundo, num salão, encontrarás quem te ensinará.
E desapareceu, ficando eu só, como guia de mim mesmo.
Entrei no pórtico, subi as escadas e cheguei a um salão verdadeiramente régio. Percorri salas espaçosas, aposentos riquíssimos de ornamentos e longos corredores. Caminhava com velocidade acima da natural.
Cada sala brilhava com magnificência de tesouros espantosos, e naquela velocidade percorri tantos aposentos que me foi impossível contá-los.
Mas uma coisa era mais admirável: para correr com a rapidez do vento, eu não movia os pés; suspenso no ar com as pernas juntas, deslizava sem esforço como sobre um cristal, mas sem tocar o pavimento.
Passando assim de um aposento a outro, vi finalmente no fundo de um corredor uma porta. Entrei e me encontrei num salão grande, que superava em magnificência a todos os demais. No fundo dele, sobre uma cadeira de espaldar alto, avistei um Bispo, majestosamente sentado, em posição de quem se prepara para dar audiência. Aproximei-me com respeito e fiquei admiradíssimo por reconhecer naquele prelado um íntimo amigo meu, Era Dom … (e disse o nome), Bispo de …, falecido havia dois anos. Parecia nada sofrer. Seu aspecto era radiante, afetuoso e de tão grande beleza que nem sequer poderia exprimir.
- Oh! Senhor Bispo, vós por aqui? – perguntei, com grande alegria.
- Não me vê? – respondeu o Bispo.
- Mas, como isso? Ainda estais vivo? Não morrestes?
- Sim, morri.
- Se morrestes, como é que estais sentado aqui tão radiante e satisfeito? Se ainda estais vivo, por caridade, esclarecei-me: na diocese de … há já um outro Bispo, Dom …, em vosso lugar. Como é que se esclarece essa confusão?
- Esteja tranqüilo; não se preocupe que já estou morto…
- Ainda bem que já está um outro em vosso lugar.
- Sei disso. E o Sr., Dom Bosco, está vivo ou está morto?
- Eu estou vivo. Não vedes que estou aqui em corpo e alma?
- Aqui não se pode vir com o corpo.
- Mas, sem embargo, aqui estou.
- É o que lhe parece; mas não é assim…
Eu me apressava em falar-lhe, fazendo perguntas e mais perguntas, sem receber resposta alguma.
- Como pode ser que eu, que estou vivo, esteja aqui convosco, Senhor Bispo, que já morrestes?
Tinha medo de que o Bispo desaparecesse, pelo que lhe roguei:
- Senhor Bispo, por caridade, não me deixeis. Necessito saber muitas coisas. Dizei-me, Senhor Bispo, salvastes vossa alma?
O Bispo, vendo-me tão ansioso, disse: – Não se aflija tanto e fique calmo, que não fugirei. Pode falar.
- Dizei-me, Senhor Bispo, estais salvo?
- Olhe-me; observe como estou robusto, cheio de louçania e brilho.
Seu aspecto me dava realmente a certeza de que estava salvo; mas, não me contentando com essa impressão, repliquei:
- Dizei-me se estais salvo, sim ou não.
- Sim, estou em lugar de salvação.
- Mas já estais no Paraíso, gozando do Senhor? ou no Purgatório?
- Estou em lugar de salvação, mas ainda não vi a Deus e ainda necessito de que reze por mim.
- E quanto tempo ainda devereis estar no Purgatório?
- Olhe aqui e leia! – disse, apresentando-me uma folha de papel.
Tomei na mão o papel; observei atentamente, mas, nada vendo escrito, disse-lhe:
- Nada vejo!
- Veja bem o que nele está escrito e leia!
- Já olhei com atenção e estou olhando novamente, mas nada posso ler porque nada há escrito aqui.
- Veja com mais atenção!
- Vejo um papel com floreados vermelhos, azuis, verdes, cor de violeta, mas não encontro letra alguma.
- São algarismos.
- Não vejo letras nem números.
O Bispo olhou o papel que eu tinha nas mãos e disse:
- Já sei porque o Sr. não vê nada; vire o papel ao contrário.
Examinei a folha com maior atenção, virei-a de to dos os lados; mas nem de um lado nem do outro nada consegui ler. Somente me pareceu ver, entre uma infinidade de traços e desenhos, o número 2.
- O Sr., Dom Bosco, sabe por que é necessário ler ao contrário? – continuou o Bispo – É porque os juízos do Senhor são completamente distintos dos do mundo. O que os homens julgam sabedoria é tolice aos olhos de Deus.
Não tive coragem de insistir para que explicasse mais claramente, e disse:
- Senhor Bispo, não vos afasteis; quero perguntar-vos mais coisas.
- Pois pergunte, que lhe escuto.
- Eu me salvarei?
- Deve ter esperança nisso.
- Não me façais sofrer; dizei-me logo se me sal varei.
- Não sei.
- Pelo menos dizei-me se estou na graça de Deus.
- Não sei.
- E meus meninos, salvar-se-ão?
- Não sei.
- Mas, por favor, dizei-me, estou implorando.
- O Sr. estudou Teologia e portanto pode saber, pode dar-se a esposta a si mesmo.
- Mas, como? Estais em lugar de salvação e ignorais essas coisas?
- O Senhor as dá a conhecer a quem quer; e quando quer que elas sejam comunicadas, dá ordem e permissão para tal. A não ser assim, ninguém pode comunicá-lo aos que ainda vivem.
Eu me achava nervoso, na impaciência de fazer mais perguntas, e as fazia apressadamente, com temor de que o Senhor Bispo se retirasse.
- Dizei-me algo para transmitir de vossa parte aos meus meninos.
- O Sr. sabe tanto quanto eu o que devem fazer. Tendes a Igreja, o Evangelho e as outras Escrituras que tudo vos dizem. Diga-lhes que salvem suas almas, pois tudo o mais de nada serve.
- Já sabemos que devemos salvar a alma. Mas, que devemos fazer para salvá-la? Dê-me alguma recomendação especial para poder salvá-la, e que nos faça recordar de vós. Eu o repetirei aos meus rapazes em vosso nome.
- Diga-lhes que sejam bons e sejam obedientes.
- Quem é que não sabe essas coisas?
- Diga-lhes que sejam puros e que rezem.
- Mas, explicai-vos em termos mais concretos.
- Diga-lhes que se confessem com freqüência e façam boas confissões.
- Alguma outra coisa ainda mais concreta…
- Direi, já que quer. Diga-lhes que têm diante dos olhos uma neblina, e que quando alguém chega a vê-la já está muito adiantada. Que afastem essa neblina, como se lê nos Salmos: Nubem dissipa.
- Que neblina é essa?
- São todas as coisas mundanas, que impedem de ver as coisas celestiais como de fato são.
- E que devem fazer para afastar essa neblina?
- Considerem o mundo exatamente como ele é: Mundus totus in maligno positus est [mundo está todo posto no maligno]; e então salvarão a alma. Que não se deixem enganar pelas aparências do mundo. Os jovens crêem que os prazeres, as alegrias, as amizades do mundo, podem fazê-los felizes e, portanto, não esperam se não o momento de poder gozar desses prazeres. Mas recordem-se de que tudo é vaidade e aflição de espírito, e tomem o hábito de ver as coisas do mundo não como elas parecem, mas como realmente são.
- E essa neblina, como é principalmente produzida?
- Assim como a virtude que mais brilha no paraíso é a pureza, assim a obscuridade e a neblina são produzidas principalmente pelo pecado de imodéstia e impureza. É como uma negra nuvem densíssima que tolda a visão e impede os jovens de verem o precipício rumo ao qual caminham. Diga-lhes, portanto, que conservem zelosamente a virtude da pureza, porque os que a possuem florebunt sicut lilium in civitate Dei [florescerão como o lírio na cidade de Deus].
- E que se requer para conservar a pureza? Dizei-me, e o direi aos meus caros jovens de vossa parte.
- Recolhimento, obediência, fuga do ócio e oração.
- E que mais?
- Oração, fuga do ócio, obediência e recolhimento.
- Nada mais?
- Obediência, recolhimento, oração e fuga do ócio. Recomende-lhes estas coisas, que elas são suficientes.
Teria querido perguntar-lhe muitas coisas mais, porém não me vinham à lembrança. Assim é que, mal o Bispo terminou de falar, impaciente para vos transmitir aqueles avisos deixei apressadamente o salão e corri para o Oratório. Voava com a rapidez do vento, e num instante encontrei-me na porta de casa. Mas, ao chegar, parei e pensei:
- Por que não permaneci mais tempo com o Senhor Bispo de… Teria conseguido ainda melhores esclarecimentos. Fiz mal em deixar escapar uma ocasião tão boa. Teria aprendido muitas coisas interessantes.
E imediatamente voltei atrás com a mesma rapidez com que tinha vindo, temeroso de não mais encontrar o Senhor Bispo. Entrei novamente no palácio e no salão.
Mas, que mudança se havia operado em poucos instantes! O Bispo, pálido como cera, estava estendido sobre um leito e parecia um cadáver; em seus olhos brilhavam ainda suas últimas lágrimas; estava em agonia. Só pelo ligeiro movimento do peito, produzido pelos últimos alentos, se deduzia que ainda estava vivo. Aproximei-me com grande preocupação e perguntei:
- Senhor Bispo, que vos aconteceu?
- Deixe-me! – respondeu com um gemido.
- Teria ainda muitas coisas que vos perguntar.
- Deixe-me só! Sofro imensamente.
- Que posso fazer por vós?
- Reze e deixe-me ir embora!
- Para onde?
- Para onde me conduz a mão onipotente de Deus.
- Mas, Senhor Bispo, rogo-vos que me digais o local.
- Sofro imensamente, deixe-me.
Eu repetia: – Mas ao menos dizei-me: que posso fazer por vós?
-Reze por mim.
-Uma só palavra: tendes algum encargo que eu possa fazer-vos no mundo? Não quereis dizer nada para vosso sucessor?
-Vá ao atual Bispo de… e diga-lhe, de minha par te, tal e tal coisa…
As coisas que me disse não vos interessam, queridos jovens, e por isso as omito.
O Bispo acrescentou:
- Diga também a tais e tais pessoas, tais e tais coisas secretas…
(Também sobre esses recados Dom Bosco se calou. Mas tanto as primeiras quanto as segundas, parece que se referem a avisos e remédios com respeito à sua antiga diocese.)
-Nada mais?
- Diga a seus jovens que eu sempre os quis muito bem, e que enquanto vivi sempre rezei por eles; ainda agora me recordo deles. Que rezem eles por mim.
-Tende certeza, Senhor Bispo, de que assim o direi. E começaremos imediatamente a oferecer sufrágios por vossa alma. Mas quando o Senhor Bispo estiver no Paraíso, lembre-se de nós.
O Bispo tinha tomado um aspecto ainda mais sofre- dor. Era um tormento vê-lo. Sofria muitíssimo. Era uma agonia das mais angustiosas.
- Deixe-me – repetiu – deixe-me que vá para onde o Senhor me chama.
- Senhor Bispo! Senhor Bispo! – repetia eu cheio de indizível compaixão.
- Deixe-me! Deixe-me!
Parecia que expirava. Uma força invisível o arrastou dali para habitações mais interiores, de modo que desapareceu.
Eu, com tanto sofrer, assustado e comovido, quis voltar atrás; mas, tendo batido com o joelho num objeto qualquer daquelas salas, acordei e me encontrei de repente deitado no meu quarto.
Como vedes,jovens, este é um sonho como todos os outros sonhos; e no que se refere a vós, não tendes necessidade de explicações, porque todos o entendestes bem.
E Dom Bosco Concluiu a narração dizendo:
Neste sonho aprendi tantas coisas a respeito da alma e do Purgatório como antes jamais havia chegado a compreender; e as vi tão claramente que jamais as esquecerei.
Assim termina a narração de nossos apontamentos.
Parece que em dois quadros distintos o Venerável Dom Bosco quis expor o estado de graça das almas do Purgatório e seus sofrimentos expiatórios.
Nenhum comentário fez acerca do estado daquele bom Bispo. Sabe-se, aliás, por revelações digníssimas de fé e pelo testemunho dos Santos Padres, que pessoas de santidade consumada, lírios de virginal pureza, carregados de méritos, fazedores de milagres que nós hoje veneramos nos altares, por defeitos ligeiríssimos deve ram permanecer um tempo até prolongado no Purgatório. A Justiça Divina quer que, antes de entrar no Céu, cada um pague até a última parcela de suas dívidas.
Nós que escrevemos isto, tendo perguntado algum tempo depois a Dom Bosco se havia executado os encargos recebidos daquele Prelado, com a confiança com que nos honrava, respondeu-nos:
Sim, executei fielmente o que me recomendou.
Observaremos também que a pessoa que transcreveu o sonho omitiu uma circunstância que nós recordamos, talvez porque então não entendia seu sentido e importância.
Dom Bosco havia perguntado a certa altura quanto tempo ainda viveria, e o Bispo lhe havia apresenta do um papel cheio de rabiscos entrecruzados parecidos com o número 8, mas sem dar explicação alguma desse mistério..
Indicaria o ano de 1888?16
São João Bosco começou por chamar Oratório, ou Oratório festivo, às reuniões que fazia para os jovens nos domingos e dias de festa. Nessas reuniões rezava com os rapazes, dava catequese, ministrava os Sacramentos e proporcionava sadia recreação. Com o passar do tempo, por extensão, Oratório passou a designar o local de Turim em que o Santo estabeleceu sua obra.
Na Itália, o tratamento respeitoso de Don (de Dominus, isto é, senhor) é dado habitualmente aos sacerdotes seculares.
No Oratório, chamava-se “Boa Noite” a alocução, geralmente breve, que São João Bosco costumava fazer no término do dia. Tal costume permanece até hoje nas casas salesianas.
Da narrativa de São João Bosco pode-se talvez depreender que, neste caso concreto, não se tratou de sonho, mas de uma visão sobrenatural. Em sua humildade, o Santo teria procurado, com as frases que acabamos de ler. ocultar o verdadeiro caráter da revelação recebida.
Giovanni Cagliero nasceu em Casteinuovo d’Asti, em 1838. Foi um dos primeiros discípulos de São João Bosco. Chefiou a primeira missão apostólica salesiana na Argentina (1875). Foi feito Bispo em 1884, Arcebispo em 1909 e por fim, em 1915, Cardeal. Faleceu em Roma, em 1926. Tinha notável talento musical e chegou a com por várias peças sacras de valor.
São Domingos Sávio, aluno de São João Bosco, nascido em Riva di Chieri, em 1842, faleceu com 15 anos incompletos, em 1857, deixando fama de eminente santidade. Foi beatificado em 1950 e canonizado em 1954.
O Padre Vittorio Alasonatti (1812-1865) já era sacerdote quando ingressou no Oratório. Até sua entrada, em 1854, Dom Bosco era o único sacerdote da casa. Auxiliou Dom Bosco, especialmente na área administrativa, tendo sido o primeiro Ecônomo e Prefeito do Oratório. Faleceu deixando fama de grande virtude.
O Padre Giovanni Battista Lernoyne (1839-1916) foi secretário e biógrafo de São João Bosco. Planejou e em grande parte executou as monumentais Memorie Biografiche di Don Giovanni Bosco, em 19 volumes.
Em nota ao pé de página o compilador das Memórias Biográficas explica melhor esse parágrafo: “Em outros termos, [Dom Bosco] quer dizer: Quando, por vontade divina, uma alma separada do carpa aparece diante de vós, ela se apresenta a assoa olhos com a forma exterior do corpo que foi por ela informado, e por essa razão é que te parece que eu tenha mãos, pés, cabeça etc.”
As Memórias Biográficas registram seus nomes: os jovens Giovanni Briatore, Vinorio Strolengo, Stefano Mazzoglio, Natale Garota, Antonio Bognati e Luigi Boggiatto, e os clérigos Michele Giovannetti e Carlo Becchio (este falecido no último dia do ano).
Alguns fenômenos místicos extraordinários por vezes produzem, nas almas escolhidas que os recebem, sensações dessas. Fica, entre tanto, claro pelo desenrolar da narrativa, que esse personagem, apesar dos efeitos desagradáveis ligados à sua presença, é um verdadeiro amigo de São João Bosco, possivelmente seu Anjo da Guarda.
O Beato Michele Rua, nascido em Turim, em 1837 e falecido na mesma cidade, em 1910, foi o primeiro sucessor de São João fosco, cuja obra ampliou e propagou por muitos países. De tal forma Dom Rua se identificou com o espírito de seu fundador que – diziam os contemporâneos – era “un altro Don Bosco”. Foi beatificado em 1972.
O Padre Giovanni Battista Francesia (1838-1930) foi dos mais antigos e mais ativos discípulos de São João Bosco. Eminente latinista, lecionou nos primeiros seminários salesianos. Foi o último dos salesianos da primeira geração a falecer.
Possível alusão a algum episódio de outro sonho, ou talvez alusão ao Evangelho de São João: “Como a vara não pode por si mesma dar fruto se não permanecer na videira, assim também vós se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira e vós as varas, O que permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer Se alguém não permanecer em Mim será lançado fora com a vara, e secará, e enfeixá-lo-âo, e o lançarão no fogo, e arderá” (15,4-8).
Essas palavras do Padre Lemoyne não se referem somente ao sonho de sobre o Inferno, mas também a outros relatos que São João Bosco fizera em 1869, e que foram objeto dos capítulos anteriores do mesmo volume das Memórias Biográficos.
1888 foi o ano do falecimento de São João Bosco.

Fonte: Dominus Est