A psicóloga e escritora norte americana Valerie Tarico, usando uma
série de versículos bíblicos para apoiar seus argumentos, a psicóloga
afirma ainda que a Bíblia, e o próprio Deus, é também a favor da tortura
como teste de lealdade, citando os relatos sobre Jó, e afirmando que
“um homem justo torna-se objeto de uma aposta divina entre Deus e
satanás”. Ao falar sobre os relatos do Êxodo, ela afirma ainda que Deus
usa a tortura como uma demonstração de força, descrevendo a história de
Moisés conduzindo o povo hebreu para fora do Egito como “o conto de um
ser sobrenatural brincando com os mortais, porque ele pode, infligindo
rodada após rodada de terror” com o objetivo de “exibir seu poder”.
Escritora norte americana Valerie Taric.
Com base na Bíblia, a psicóloga e escritora americana Valerie
Tarico enumerou 9 motivos pelos quais a vida no paraíso é infernal.
1 – A perfeição é uma chatura
No céu tudo é prefeito e está pronto, acabado. Em Mateus, Jesus diz:
“Sede perfeito como o vosso Pai do Céu é”, e no paraíso esse ideal é
finalmente alcançado. Viver em um mundo perfeito tem vários problemas,
por assim dizer. Um deles é que ninguém precisa aprender nada porque não
há nada a mais o que se aprender. E isso dá um tremendo tédio.
2 – Qualidades das pessoas se tornam irrelevantes
Como tudo é perfeito, as melhores virtudes de quem está no paraíso se
tornam irrelevantes. Compaixão e generosidade são inúteis, porque lá
ninguém precisa disso. Perdão? Também não. Criatividade? Coragem?
Determinação? Tudo inútil. No céu, não há diferença significativa entre
uma pessoa e uma ameba.
3 – Não há a emoção de risco
Além da necessidade de amar e de criar, os humanos gostam de passar
experiências que exigem risco porque isso lhe dá emoção. Saltar de um
avião, por exemplo. Ou surfar. Ou disputar jogos esportivos. O que dá
emoção, que libera adrenalina e dá euforia, é a possibilidade do
fracasso. Mas no céu não existe fracasso.
4 – Fim dos prazeres carnais
Quando Jesus ressuscitou, o seu novo corpo, perfeito, tinha pênis ou
ânus? E os anjos? Lá no céu eles bebem, comem, fazem sexo? Eles têm os
prazeres físicos que dependem de uma forma ou de outra da fome?
5 – Livre-arbítrio deixa de existir
Alguns cristãos afirmam que mal e o sofrimento existem para que as
pessoas exerçam o seu livre arbítrio, dando-lhes a oportunidade para
rejeitar a Deus. Mas no paraíso não existe livre arbítrio, porque lá
inexistem a maldade e qualquer forma de sofrimento, física ou
psicológica. E não há como conceber a existência do homem em sua
plenitude, mesmo no céu dos cristãos, sem que ele possa fazer o que
quiser.
6 – Vivendo entre crianças e embriões
Com quem os cristãos convivem no céu? Com embriões, principalmente.
O pesquisador Greg S. Paulo sugere que, incluindo os nascituros, mais
de 98% dos 350 bilhões de habitantes do paraíso são aqueles que morreram
antes de aceitar voluntariamente “o presente da salvação”.
Ele escreveu que a grande maioria dessa multidão celestial seria de
autômatos morais, o que significa que nunca tiveram autonomia para
decidir estarem lá. Ironicamente, os crentes representariam no céu a
minoria de 1% a 2%.
7 - Ostentação brega e desnecessária
Apocalipse afirma que o paraíso é cheio do brilho de pedras preciosas e
de ouro. Para que essa ostentação de riqueza onde as coisas materiais
nada valem? Viver para sempre em um cenário tão brega é preciso ter
paciência infinita.
8 - A rotina no céu
O que os fiéis fazem no céu? A mesma coisa que os anjos fazem. Adoram a
Deus e cantam louvores. Apocalipse dá um exemplo de musiquinha: “Tu és
digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder,
porque criaste todas as coisas, e por tua vontade vieram a existir e
foram criadas”.
Passar a eternidade entoando esse tipo de louvor é um terrível castigo, não uma premiação.
O que o cristão devoto não se pergunta é: por que o Deus todo poderoso,
criador do tudo, do cosmo, gosta de ser bajulado o tempo todo?
9 – Pesadelo da vida eterna
A maioria de nós tem a expectativa de viver o máximo de tempo possível
para aproveitar as coisas boas da vida, como curtir filhos e netos, ler
bons livros, conhecer novas pessoas, viajar, experimentar novas comidas.
Mas viver para sempre é tirar o que a vida tem de bom, que é a sucessão
do novo, de novas experiências e sensações.
Na eternidade, ninguém vai poder dizer que assistiu ao melhor show de
rock de sua vida porque, lá, a vida não tem fim. Tudo que existe em
demais, a vida, no caso, não tem valor.
Enfim, a vida no céu é um tédio sem fim. E o pior é que ninguém poderá
pedir a Deus para morrer ou se suicidar. Lá não existe morte. O que
significa uma maldição.
(fonte: Blog Paulo Lopes)