Aproximadamente 3,3 milhões de pessoas no Sudão estão em situação de
insegurança alimentar, mas este número deverá chegar a 4 milhões nos
próximos meses, alertou nesta quinta-feira a organização das Nações
Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Este aumento é resultado "da intensificação dos conflitos e
deslocamentos em Darfur, de movimentos de refugiados do Sudão do Sul, de
colheitas ruins e da escalada dos preços dos alimentos", indicou em um
comunicado a agência especializada com sede em Roma.
"O Sudão vive uma crise esquecida que continua a crescer", lamentou
Adan Abdi Jama, representante da FAO no país, citado pelo comunicado.
Entre os fatores que explicam esta situação incluem uma má colheita
2013-2014 devido a falta de chuva, com uma queda na produção de cereais
entre 65 e 70% da média dos últimos cinco anos, explica a FAO.
Diante do aumento dos combates e da violência entre tribos, as pessoas
abandonaram suas casas e terras, além de faltar sementes para o plantio,
particularmente nas regiões de Darfur, Nilo Azul e Kordofan do Sul,
segundo a agência.
Enquanto isso, o aumento de refugiados vindos do Sudão do Sul aumenta a
pressão sobre os recursos naturais locais e aumenta o risco de
conflito.
A FAO solicita US$ 19 milhões para uma série de intervenções de
emergência em favor de 5,4 milhões de pessoas. A agência diz que recebeu
apenas 7 milhões.
A organização pretende prestar assistência a 900 mil famílias vulneráveis.
Fonte: G1 - Enviado por Leonardo Petillo - Campo Grande
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