domingo, 26 de outubro de 2014

Francisco deu um recado aos conservadores: Ou vocês se curvam a Nova Igreja, ou rua!

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Ontem a terra tremeu em certos meios “tradicionalistas“, em certos grupos conservadores. Não literalmente, claro!, mas porque um dos portentos dessa nova corrente de católicos caiu diante do status quo reinante no Vaticano, caiu diante de uma política sistemática de perseguição aos desafetos de Jorge Mario Bergoglio. Ontem foi destituído de suas funções o bispo paraguaio Dom Rogelio Livieres. Como poderia ser diferente?
Para a mídia secular, inclusive a mídia estrangeira, o abate de Dom Livieres foi devido à acolhida e promoção de um padre acusado de cometer abusos contra menores nos Estados Unidos, conforme podemos ler  aqui, aqui e aqui. Ocorre que, e desculpem-me a sinceridade em acusá-los de tolos, ingênuos, iludidos, ainda que o padre em questão tivesse de fato cometido algum crime contra algum menor, o que nunca ficou comprovado, a ação do Vaticano é completamente incompreensível quando a comparamos com sua complacência em outras situações. A razão, de fato, ao que tudo indica, da expurgação de Dom Livieres, deve-se unicamente às suas posições, consideradas católicas demais, mesmo contra seus pares.
Além do mais, num país e num continente assolado pela falta de vocações, a piedade e o zelo de Dom Livieres acabaram transformando sua diocese num celeiro de vocações, que, de longe, em comparação a outras regiões, são muito superiores em qualidade e em quantidade.
Assim, foi justamente sua posição conservadora que o colocou na linha de mira daqueles que estão impregnados até a medula pela falsa religião humanista. Dom Livieres era um luzeiro no meio das trevas eclesiásticas dos nossos dias. E por ser luzeiro, ele era um inimigo a ser abatido por essa “Igreja conciliar”.
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O mesmo procedimento, aliás, está sendo adotado entre os Franciscanos da Imaculada, que estão vendo sua ordem florescente ser reduzida a pó.
Mas aí vem uma questão? Por que tanta complacência com dioceses onde pululam escândalos, por que tanta tolerância com ordens que se parecem mais com uma gaiola das loucas, por que tanto “amor e compaixão” em outros casos de visitação apostólica, como entre as freiras dos Estados Unidos, e tanto ódio e rancor contra aqueles que estão mais próximos da ortodoxia?
É aqui que entra a ingenuidade dos conservadores, porque eles ainda não perceberam que a Tradição, nesse redil emporcalhado, só pode caminhar até certo ponto, enquanto que o erro, difundido às pencas desde o pastoral Vaticano II, tem curso livre.
A Tradição, como bem lemos num artigo do padre Storez, só pode existir na “Igreja conciliar” como se fosse uma reserva indígena, ou seja, com limites bem definidos. Ultrapassados esses limites, a auto-intitulada hierarquia tolerante age como um rolo compressor para colocar as coisas nos seus devidos lugares. E depois ainda tem gente que se espanta com essa política gritando “tragédia”! Tem gente que afirma que é preciso se organizar mais para difundir a missa nas dioceses! Tenham paciência, meus caros! Encarem a dura realidade, ou seja: na estrutura “oficial”, só podemos existir enquanto guetos muito bem observados e tolhidos.
Assim o é, assim sempre o será, pois não há a possibilidade, ainda que mínima, da tal convivência pacífica das “duas formas do rito romano“, da Fé católica e da fé modernista, porque ambas, obviamente, são excludentes. E é isso que as pessoas teimam em não perceber. A Fé que se esconde atrás da Missa católica é completamente diferente da fé que há por trás da missa nova. São dogmas diferentes, doutrinas diametralmente diferentes! E não me venham com argumentos de alta teologia e direito canônico para negar o óbvio. A simples leitura de livros como a Candeia debaixo do alqueire basta para ver que essas desculpas não passam daquilo que elas realmente são: desculpas.
A verdade é que muitos grupos, seduzidos pelo comodismo da pomposa Roma modernista ou pelas loucuras de certos líderes, preferem tapar o sol com a peneira. Eles lutam não pela restauração da fé, mas simplesmente por um estilo de vida que gira em torno da Missa em latim. Não por menos, muitos deles vão à “missa nova”, defendem certas doutrinas do Vaticano II, creem firmemente que acordos com modernistas podem ajudar a salvar alguma coisa internamente. Vejam o caso do IBP, vejam a FSSP, vejam todas as comunidades Ecclesia Dei! Praticamente todas entoaram cânticos de louvor a “São João Paulo II”; praticamente todas já aceitam ou propagam erros do CVII. Praticamente todas já aceitam, senão celebram, a “missa nova”. Vejam Campos, vejam Dom Rifan, o abade do Barroux!
Não, meus caros, não dá para mudar a situação dessa forma! Devemos assumir posições sem covardia, devemos sair da nossa zona de conforto sem medo, pois é por conta da nossa ingenuidade que cabeças estão sendo cortadas, que bons bispos estão sendo destituídos por sua ortodoxia, que o fogo da fé está sendo apagado por toda parte, e de forma praticamente irreversível.
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Falta àqueles que se dizem católicos uma posição mais firme e verdadeira contra o erro, sem o otimismo exagerado de que água e óleo um dia se misturarão, de que a pequena gotinha de água converterá o óleo pútrido do modernismo num bálsamo sublime.
Contra a heresia e o erro devemos oferecer o combate, não flores e sonhos! Para limparmos a sujeira, a lama que espalharam por toda parte, não precisamos de modo algum nos sujarmos com ela, pensando que seremos aceitos e mais bem sucedidos na difusão da mensagem Evangélica!
Nosso Senhor tratou sim com todos, mas ele jamais assumiu uma vírgula de suas posições! Nosso Senhor esteve sim entre pecadores, prostitutas, mas ele jamais camuflou a verdade para obter mais sucesso na conversão de seus auditores. Devemos sim debater, conversar, encontramo-nos, sermos tolerantes com essas pessoas, mas sem adotar, em nome da restauração do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, tais bandeiras como fim de nossas ações, negando a verdade. Isso seria suicídio!
Que Deus nos ajude e guie os poucos bispos fiéis neste momento!
Por Robson Carvalho
P.S. Para os que não entenderam, esse não é um artigo nem um texto de teologia, não é um tratado. É apenas um desabafo de quem está cansado de tantas e tantas desculpinhas.

Fonte: http://catolicosribeiraopreto.com

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