E, com efeito, ele orou E ADOROU…
O vaticanista do Le Figaro comenta que é algo inédito, porque
nunca ocorreu de um Papa fazê-lo dentro de um local de culto muçulmano,
sobretudo em direção à Mecca.
http://www.lefigaro.fr/international/2014/11/29/01003-20141129ARTFIG00073-le-pape-francois-ose-prier-dans-la-mosquee-bleue-d-istanbul.php
Subitamente, Andrea Tornielli, o guarda-suíço do Vatican Insider,
correu para tentar reparar – como de costume – usando Bento XVI para
cobrir as “revoluções” do Papa Bergoglio. Mas tem razão o vaticanista do
Le Figaro.
Primeiramente porque no caso de Bento XVI, em 2006, aconteceu uma
simples visita e – surpreendentemente (foi um pouco uma armadilha) –
clérigos muçulmanos começaram a orar.
Bento XVI, por comparação, permaneceu em silêncio. E o Vaticano nunca
disse que ele orou. Certamente não se falou em veneração ou adoração lá
ocorridas.
Diferente é o caso do Papa Francisco… O Pe. Lombardi falou de “adoração silenciosa”. Adoração? Em direção à Mecca?
"...e não te desvies nem para a
direita nem para a esquerda de nenhuma das prescrições que hoje te dou,
para seguires a outros deuses e dar-lhes culto". (Deuteronômio 28, 14)
"Se, esquecendo-te do Senhor, teu
Deus, seguires outros deuses, rendendo-lhes culto e prostrando-te diante
deles, desde hoje vos declaro que perecereis com toda a certeza."
(Deuteronômio 8, 19)
Um leitor perplexo me escreve algumas de suas considerações. Não se
deve estar necessariamente de acordo, mas certamente faz refletir
seriamente:
“A dúvida do dia de hoje é se o Papa Francisco apostatou ou não na mesquita em Istambul.
Deixo de lado qualquer consideração sobre a oportunidade de se rezar
com membros de outras religiões (muçulmanos, nda)… para focalizar
atenção na terminologia usada hoje pelo Pe. Lombardi e pelo próprio
Bergoglio: ‘adoração silenciosa’. Este foi um termo também usado pelo TG1. Eu
entendo que a adoração é devida exclusivamente a Deus e se você vai a
um lugar de adoração de outra religião e realiza uma ‘adoração
silenciosa’, alguém irá questionar qual Deus está sendo adorado.
Por que não foi usado o termo correto, a saber: ‘oração pessoal’?
Adorar significa reconhecer que local é habitado pela divindade. E isto seria apostasia. É
fácil enxergar que ninguém nunca viu um chefe de Estado muçulmano vir a
Itália e rezar junto com o Papa diante do Santíssimo Sacramento. A cena
de hoje é também um insulto a milhares de vitimas cristãs que morreram
como mártires por negar qualquer tipo de sincretismo com o Islão…
Estou bastante desconcertado e estou convencido de que Bergoglio mais
cedo ou mais tarde fará qualquer declaração que abalará a doutrina”.
Diante das considerações deste leitor, acredito que existam grandes questões abertas, grandes como abismos…
Finja não ver isso como algo grave. Porque você pode fingir para si mesmo ou para outros, mas não para Deus.
Por Antonio Socci
Nenhum comentário:
Postar um comentário