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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A quarta-feira de Cinzas: Ressuscitar das Cinzas

A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias (Quaresma) entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.
A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Na Quarta-feira de Cinzas (e na Sexta-feira Santa) a Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem jejum e a não comerem carne. Esta tradição já existe há muitos anos e tem como propósito fazer com que os fiéis tomem parte do sacrifício de Jesus. Assim como Jesus se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, abstendo-se de uma coisa que gosta, neste caso, a carne.

 terça-feira, 17 de fevereiro de 2015 Marcadores: BrasilQuarenta dias antes da Páscoa, a Igreja abre solenemente o tempo de penitência, chamado Quaresma, em preparação para a celebração da Páscoa. É a Quarta-feira de Cinzas, entre nós bastante prejudicada pelo carnaval.
Neste dia, após a Liturgia da Palavra, em que se proclama o trecho do Evangelho em que Cristo recomenda a oração, o jejum e a esmola como exercícios de conversão (cf. Mt 6,1-18), realiza-se o rito da imposição das cinzas. Elas são sinal de penitência, no sentido de conversão. A conversão consiste, sobretudo, no reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais e pecadoras. No gesto de imposição das cinzas sobre a cabeça das pessoas, o sacerdote ou o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A conversão consiste em crer no Evangelho. Crer é aderir a ele, viver segundo os ensinamentos do Senhor Jesus. Pode-se usar também a fórmula tradicional: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”. Numa das orações de bênção das cinzas se diz: “Reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado”.
Papa Francisco: Mensagem para a Quaresma e Missa de Cinzas (05/03/2014 ...A origem das cinzas usadas tem seu significado. Elas são preparadas pela queima de palmas usadas na procissão de Ramos do ano anterior. Lembram, portanto, o Cristo vitorioso sobre a morte. A palma é símbolo de vitória e de triunfo. Assim, se os cristãos aceitam reconhecer sua condição de criaturas mortais, e transformar-se em pó, ou seja, passar pela experiência da morte, a exemplo de Cristo, pela renúncia de si mesmos, participarão também da vida que ressurge das cinzas.
Aqui vale a pena lembrar uma lenda egípcia. Fênix era uma ave fabulosa que durava muitos séculos e, queimada, renascia das próprias cinzas. Foi fácil perceber que ela é símbolo da ressurreição de Cristo e dos que aceitam viver na atitude de Cristo.
filme clara e francisco são francisco de assis clara de assis parte 1 ...
Certamente não é fácil aceitar ser cinza. Contudo, a fé em Jesus Cristo ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Jesus Cristo faz brotar a vida, onde o ser humano reconhece sua condição de criatura necessitada da ação de Deus. É entrar na atitude pascal.
Esta páscoa se vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola.
A imposição das cinzas não constitui um mero rito a ser repetido a cada ano. É celebração da vocação do ser humano, chamado à imortalidade feliz, contanto que realize o mistério pascal de morte e vida em sua vida fraterna.

Texto de “Viver o Ano Litúrgico – Reflexões para os domingos e solenidades”, de Frei Alberto Beckhauser, Editora Vozes.

domingo, 31 de janeiro de 2016

O desrespeito na Casa de Deus continua:

Paróquia São Jorge RJ, celebra missa com bateria de escola de samba. (Já não seria a Casa de Deus e sim uma casa de divertimentos mundanos?)


27.01.2016 -
n/d
Neste sábado (23) a Paróquia São Jorge, na Praça da República do Rio de Janeiro, realizou uma missa diferente em homenagem ao santo com a apresentação especial de uma bateria de escola de samba.
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Os ritmistas da Estácio de Sá, escola do Grupo Especial do Carnaval do Rio, apresentaram o enredo deste ano que se chama “Salve Jorge! O guerreiro na fé”.
Para a Agência Brasil, o padre Wagner, vigário episcopal do Vicariato Urbano da região portuária e do centro do Rio, afirmou que a missa a São Jorge que antecedeu o carnaval foi uma celebração especial dedicada aos sambistas.
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O religioso que sempre celebra as missas do dia 23, dedicadas ao santo, chegou a declarar que o enredo da escola de samba presta um grande serviço à Igreja, mesmo sendo parte da “festa da carne”.
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Pela programação da missa, após a reunião religiosa os fiéis seguiriam os sambistas até a quadra da Estácio de Sá, também localizada no Centro do Rio, vestidos com abadás com a imagem de São Jorge.
Para evitar problemas com a Igreja Católica – como aconteceu em 1989 quando a igreja proibiu a escola de samba Beija-Flor de exibir a imagem do Cristo Redentor – a Estácio de Sá procurou a Arquidiocese do Rio para mostrar o enredo em homenagem ao santo católico.
Os integrantes da escola que participaram da missa, aproveitaram para pedir a benção no desfile deste ano. 

Com informações G1  via Gospel Prime

domingo, 3 de janeiro de 2016

Achado arqueológico confirma a Bíblia e o milagre de Jesus:

Pedra com inscrições indicam local onde endemoninhado gadareno foi liberto


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O Novo Testamento menciona uma visita de Jesus ao nordeste do Mar da Galileia, onde existia assentamentos judaicos. Lá ele encontrou um homem possuído por demônios e o libertou. Para mostrar a todos o que estava acontecendo, ordenou que os espíritos imundos se apoderassem de porcos, que se atiraram de um penhasco para o mar.
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O relato bíblico, ocorreu em Kursi, local situado no antigo território dos gadarenos. Essa informação parece ter sido comprovada agora por arqueólogos.  “A presença de um assentamento judaico na costa oriental do Mar da Galileia é um fenômeno muito estranho”, disse Haim Cohen, pesquisador da Universidade de Haifa, em Israel, em entrevista ao Daily Mail.
Uma pedra de mármore, medindo 1,40 metro por 70 centímetros foi encontrada no Lago Kinneret (Mar da Galiléia). Na superfície há uma inscrição em hebraico onde os especialistas foram capazes de identificar as palavras ‘amém’ e ‘Marmaria’, o que pode significar tanto “Maria” mãe de Jesus, quanto uma referência ao rabino.
O professor Michal Artzy explica que o texto “é composto por oito linhas”, o que é raro, pois “geralmente não são muitas palavras com letras hebraicas esculpidas em pedra”. Ele acredita que a pessoa que a inscrição se referia “teve uma enorme influência sobre a população local”. Ela começa com as palavras “lembrados para sempre.” Para os primeiros cristãos a libertação de uma pessoa possuída era considerada um milagre.
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Na verdade, a existência do assentamento judaico na região era conhecido desde a década de 1960. No entanto, somente agora, com a descoberta dessa placa de mármore com mais de 1.500 anos de idade confirma sua presença. Afinal, ela estava nas ruínas do local onde teria funcionado uma sinagoga.
A descoberta só foi possível graças a uma queda no nível de água na região, que permitiu aos arqueólogos continuar suas escavações em Kursi, um distrito que fazia parte da antiga Decápole. Próximo às ruínas dessa antiga igreja, há uma montanha que desce para o mar, conforme é descrito na Bíblia.
As escavações mostram que nos séculos V e VI, uma igreja foi construída no local. Ela seria uma “marca” do evento bíblico, prática comum durante o domínio do Império Bizantino em israel. O local foi destruído pelo exército persa em 614 a.C. Foi reconstruído, mas novamente destruído — desta vez, por um incêndio.
O apologista cristão Steve Ray explica que Kursi foi sede do o maior mosteiro em Israel, sendo um local muito conhecido pelos primeiros cristãos.  “Quanto mais a arqueologia descobre, mais a Bíblia é confirmada”, resume Ray. Com informações Bretbart e CBN - via

 - Gospel Prime

sábado, 28 de novembro de 2015

Mensagem do Rei Jesus em 29 de Julho de 1998


n/d
Os Meus Ensinamentos estão sendo forjados.
Por uma nova cartilha ou catecismo, se é assim que irá se chamar. Meus filhos! Não aceitem nada do que nele for escrito. Norma esta que virá para tirar a maioria das Minhas Leis. Quem a ler vai pensar: 'Agora sim ficará bom para todos, pois este direito é o que estávamos esperando'. Triste seria para Mim se o Meu Pai ainda não tivesse escolhido vocês, filhos amados, porque as novas leis são totalmente frustradas. São palavras que tirarão todos os Meus ensinamentos. São leis que darão todo o direito de fazer o que os homens quiserem e as mulheres também. Esse tempo provocará grande discórdia entre os Meus conservadores, mas o Meu Santo Espírito estará junto e não irá deixar que esta vergonha venha a dominar toda terra. Este demolidor irá querer se passar por Mim, mas o domínio dele, será só para cumprir as Escrituras (II Tes. 2, 3-8). Porém, não irá festejar o seu aniversário. O diabo se infiltrou no coração deste homem como nunca houve em outras épocas. Ele se chamará: a besta verdadeira.
Filhos amados! Estejam de prontidão como se estivessem sidos convocados para irem à guerra. Só que esta é a pior de todas, porque não haverá mais volta para quem fugir dos Meus ensinamentos. O castigo virá logo e toda terra irá tremer por algumas horas. Tudo que está em pé irá cair, principalmente para os seguidores do Meu inimigo. Esses perderão tudo num segundo. Palavra de um Pai que vos criou.
Jesus



Fonte: Rainha Maria

Todos os caminhos levam a Deus?

A Nova Era está invadindo todas as áreas da atividade humana e, como seu principal objetivo é a destruição da fé cristã

                                                                                                   Religião do sentimento: O Céu fácil
Mas, Jesus não prometeu um Céu fácil.

TODOS OS CAMINHOS (religiões) LEVAM A DEUS?
TAMBÉM DIRÁ: QUEM SOU EU PARA JULGAR.

Resultado de imagem para IMAGENS DE LIVROS CATOLICOS DE NOVA ERAA Nova Era (New Age) está invadindo todas as áreas da atividade humana e, como seu principal objetivo é a destruição da fé cristã, não é surpreendente a influência de técnicas pagãs na oração dos cristãos. Perigosa ameaça que também está sendo promovida dentro da própria Igreja, mesmo por padres e pelas livrarias e editoras católicas. Há bastante livros religiosos e de oração que se enquadra nessa corrente da Nova Era, assim como cursos, workshops, conferências, etc. tentando incorporar essas técnicas de oração provenientes do paganismo oriental
“A ideologia subjacente da Nova Era é francamente pagã, e inclui as seguintes ideologias e filosofias: o panteísmo, o sincretismo, monismo, o gnosticismo, teosofia, esoterismo, ocultismo, relativismo moral e prático, o subjetivismo, reencarnacionismo, idolatria, misticismo oriental, o materialismo, o hedonismo e igualdade das religiões”.
É lamentável confundir a verdadeira religião com expressões corporais, gestuais e expressões rítmicas: “a fé não é um sentimento religioso cego que emerge das profundezas do subconsciente, mas, o impulso do coração e o movimento da vontade moralmente informada, um verdadeiro assentimento da inteligência à verdade adquirida extrinsecamente, assentimento pelo qual cremos verdadeiro, a causa da autoridade de Deus, cuja verdade é absoluta, tudo o que tem sido dito, testemunhado e revelado pelo Deus pessoal, nosso Criador e Senhor”
Existem dois elementos essenciais para compreender a essência da religião católica:
Primeiro: movidos pelo Espírito Santo em todos os tempos e em todas as culturas, os cristãos têm de ir realizando o plano de Deus, isto é, continuar e melhorar a obra da criação e da redenção.
Apesar das dificuldades, Deus nos tem associado à sua obra, neste sentido, Deus precisa de nós, o homem é como a providência visível de Deus.
Resultado de imagem para IMAGENS DE LIVROS CATOLICOS DE NOVA ERAE segundo, o cristão é um peregrino em sua jornada para o futuro, uma viagem que tem um significado mais profundo e misterioso, aguardamos o retorno Glorioso de Jesus e do seu Reino definitivo ao final dos tempos.
Jesus não prometeu um Céu fácil:
“Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai celeste” (Mateus 7, 21). Então disse Jesus aos seus discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me pois quem quiser salvar a sua vida perde-la-á; e quem perder a sua vida por minha causa encontra-la-á” (Mateus 16, 24-25), três condições desafiadoras para todos, “e eu lhe darei a minha alegria” (João 17, 13); “Terás o que pedir” (Marcos 11, 24) “Meu Pai deve assegurar que nada lhes falte” (6, 33).
De várias maneiras, como no Antigo Testamento, Deus condenou através de seus profetas as falsa religiões, das pessoas que vivem à margem de seus mandamentos;
“De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas?, diz o Senhor. Já estou farto de holocaustos de cordeiros e da gordura de novilhos cevados. Eu não quero sangue de touros e de bodes.
Quando vindes apresentar-vos diante de mim, quem vos reclamou isto: atropelar os meus átrios?
De nada serve trazer oferendas; tenho horror da fumaça dos sacrifícios. As luas novas, os sábados, as reuniões de culto, não posso suportar a presença do crime na festa religiosa.
Eu abomino as vossas luas novas e as vossas festas; elas me são molestas, estou cansado delas.
Resultado de imagem para IMAGENS DE LIVROS CATOLICOS DE NOVA ERAQuando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue, lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos.
"Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva” (Isaías 1, 11-17).
Schleiermacher, foi o criador da teoria de que a religião é um sentimento íntimo de identidade entre o homem e Deus.
“A religião que descreve Schleiermacher pretende mais do que qualquer coisa, ser conciliadora. É feita para conciliar os mundanos com a fé e para reconciliar todas as confissões ao redor da essência do cristianismo. Para isso, a Schleiermacher basta referir-se a seus mestres; Kant e Hegel. Do primeiro toma as ideias imanentistas que  opõem o mundo exterior incognoscível e a consciência individual, rainha e centro de tudo conhecido. Esta atua como juiz último da fé, pois uma religião só é verdadeira, quando satisfaz as tendências naturais do homem. Schleiermacher endossa a ideia de Kant de que as doutrinas e ritos da Igreja são puros símbolos, sem significado intelectual, mas válido, no entanto, como princípios de vida por seu elemento interior e moral. Hegel também deixa sua marca em nosso teólogo do Romantismo. De acordo com as doutrinas de Hegel, dogmas são apenas símbolos aproximativos; mas, além e acima deles deve está a ideia; e esta, uma vez alcançada, deixa de ser subjetiva e se torna objetiva”
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Jesus exige renuncias graves, para acompanhá-Lo em seu caminho.
Pede substancialmente uma vida de caridade par com os irmãos, requer a observância dos 10 Mandamentos, deseja uma vida de intimidade com o Pai, chama de filhos do diabo quem não ouvi a Sua Palavra ou não a cumprem  uma vez escutada, obriga  todos a carregar sua própria cruz, que está longe de ser uma vida cheia de caprichos e prazeres, condena qualquer pessoa que comete injustiça e não tem a intenção de reparar, no entanto, “a religião do sentimento” não fala de Cristo como Mestre e Rei. pois. de outra forma não poderia oferecer os benefícios e os presentes que não têm nada de ordem espiritual, uma vez que não incentiva a virtude, mas, a devassidão.
Uma religião fácil também oferece Céu fácil, ampliou tanto este caminho pedregoso e austero, que até os viciosos podem entrar no Reino, já que um fim digno do homem deve ser espiritual, isto é, verdade, beleza e bem.

Fonte: Adelante de la Fé - «Religión del sentimiento» = Cielo fácil

Fonte: Blog Roma de Sempre

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sacerdote sírio declarou:

O Manto da Virgem nos protegeu quando bomba caiu sobre nossa Igreja. Ele celebrava a Eucaristia no momento que a bomba caiu

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No domingo, 25 de outubro, cerca de 400 fiéis participavam da Missa na Paróquia São Francisco, em Alepo (Síria), quando uma bomba caiu sobre o teto da Igreja deixando somente seis pessoas levemente feridas. “Como disse a minha congregação, foi o manto da Virgem que nos protegeu” e evitou uma tragédia, afirmou Pe. Ibrahim Alsabagh, da Custódia Franciscana de Terra Santa, que presidia a Eucaristia.
n/d
Em informação difundida por Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o sacerdote disse que o míssil provavelmente foi lançado da região antiga de Alepo, controlada por grupos jihadistas rebeldes. “Se a bomba tivesse explodido sobre a cúpula, poderia ter acontecido uma tragédia. Inclusive se somente o candelabro tivesse caído, poderia ter matado cerca de dez pessoas. Como disse a minha congregação, foi o manto da Virgem que nos protegeu”, afirmou.
O atentado ocorreu às 17h. Pe. Alsabagh decidiu continuar celebrando a Eucaristia no jardim da Igreja, logo após os fiéis recuperaram a calma. “Alguns ficaram admirados pela minha reação. Mas é no Senhor que encontramos nossa fortaleza, em união com Ele através da oração. A força para seguir adiante e inclusive com uma maior energia, agora que precisamos reformar a nossa Igreja”, indicou.
Em seguida, Pe. Alsabagh disse à AIS que o ataque está ligado ao ódio anticristão, tendo em conta ataques anteriores contra este templo. “Existem muitos que querem eliminar todos sinais de reconciliação e abertura que forem possíveis”, assinalou.
“Desejamos que termine este caos e que logo sejamos capazes de falar destes fatos como algo do passado. E sem temor de que os ataques aconteçam em qualquer momento”, expressou.
Nas últimas semanas, os bombardeios em Alepo e outras cidades sírias foram intensificados desde que aviões de combate russos iniciaram sua participação na guerra civil que ocorre no país há mais de quatro anos.

Fonte: ACI  via  comshalom.org

sábado, 14 de novembro de 2015

Sacerdote sul-coreano foi espancado até cair, mas sua única preocupação era proteger a Eucaristia

n/d
O grande exemplo do padre sul-coreano que continua tocando nossos corações e mostrando a fidelidade dos sacerdotes católicos.
Este sacerdote foi espancado enquanto distribuía a comunhão, e dedicou todas as forças que lhe restavam a recolher as partículas eucarísticas que haviam caído no chão. O registro foi feito por um dos presentes na celebração, instantes após o ataque, na aldeia de Gangjeong.
n/d
O fato, que continua impactando as pessoas até hoje, ocorreu na ilha de Jeju (Coreia do Sul) em 8 de agosto de 2012, como então contou a agência UCAnews: o sacerdote Bartholomew Mun Jung-hyun estava celebrando uma missa às portas de uma polêmica base naval que o governo estava construindo na região, e que causaria um impacto ambiental muito negativo para as populações locais.
O padre celebrava uma missa para os cidadãos que protestavam contra a obra, e estava distribuindo a comunhão quando a polícia chegou e começou a espancar os presentes, incluindo o sacerdote, até fazê-lo cair no chão.
A diocese de Jeju exigiu imediatamente um pedido de desculpas, pois as pessoas que participaram da missa informaram que um dos policiais pisoteou as hóstias que caíram no chão. A polícia negou o fato.
Muito além do ocorrido, da brutalidade dos policiais e do protesto, o que chama a atenção é o gesto humilde do padre que, pisoteado e dolorido, não pensou em si mesmo, mas em seu Senhor, e é isso que toca o coração.
Esta imagem nos ensina mais sobre o sacerdócio que mil tratados de teologia.

Fonte: Aleteia

Meu corpo, minhas regras. Será? Ponderações do Bispo Dom Henrique Soares sobre essa mentira

n/d
Por Dom Henrique Soares, Bispo de Palmares-PE.
Deu e está dando o que falar o vídeo com atores da Rede Globo fazendo apologia do abortamento. O vídeo é inteligente… e diabólico.
Funda-se basicamente numa mentira: que o embrião é parte do corpo da mulher. O embrião é humano, é um ser humano a caminho, com tudo de humano já ali potencialmente presente. Ou é humano e em processo de humanização, ou não o será nunca!
Somos todos humanos, estamos todos em processo de humanização!
Se não é a concepção que nos determina como humanos, o que determina? As nossas regras? As regras da mãe?
A mulher grávida é mesmo senhora da vida e da morte da vida que leva em si? Podem-se matar os dementes, os inválidos, os que se encontram em coma duradouro, os “inúteis” à sociedade do útil e do descartável?
Uma pessoa de bom senso, uma pessoa realmente humana pode concordar com uma aberração dessas?
Além da mentira fundamental, há outras mentiras – nocivas, como toda mentira:
No rastro de um feminismo machista, que avalia a feminilidade e a maternidade como realidades que diminuem a mulher, o vídeo retrata seja o ser mulher como ser mãe como algo que parece necessário negar em si mesmo para ser mulher emancipada!
Esta é a última alienação da mulher: o feminismo machista, que nega o feminino para afirmar a mulher! Nessa ótica, a mulher é emancipada quando se masculiniza. Ternura, doçura, maternidade, feminilidade, capacidade de acolher e gerar vida são sinais de fraqueza e exaltar tais realidades é ideologia alienante e coisa de opressores, de machistas disfarçados…
Não é à toa que o vídeo é feio, grotesco… As pessoas são feias, tornadas feias…
n/d
Lamentável a referência vulgar e desrespeitosa à Virgem Maria. De ignorância estúpida, a referência à virgindade da Mãe do Senhor como sendo erro de tradução da Tanakh (Bíblia hebraica) para a Setenta (tradução da Bíblia em grego). Nenhum estudioso sério atribui o ensinamento neotestamentário da concepção virginal de Maria à alteração de tradução! É uma referência errônea, maldosa, leviana, desnecessária e desrespeitosa, essa, do vídeo! O objetivo é chocar e agredir a fé dos cristãos! Somente revela a raiz ateia e anticristã dessa concepção abortista que, certamente, tem na sua pauta a destruição da ideia de Deus e do cristianismo. Basta pensar na visão cristã (“O corpo é para o Senhor e o Senhor é para o corpo”) e nesta prepotência pagã e ateia (“Meu corpo, minhas regras!”)
Ainda é de se pensar no escândalo, para esse tipo de pessoas, de uma vida sem sexo, sem prazer sexual… É um escândalo! “Sem sexo? Sem sexo? Sem sexo?”
Sim, sem sexo, porque o ser humano é mais que sexo, porque o sexo foi feito para o homem e não o homem para o sexo; sem sexo, porque o sexo faz parte da vida, mas a vida não é sexo;
sem sexo, porque o sexo somente humaniza e realiza quando integrado no todo da vida, exprimindo valores sublimes como amor, compromisso, entrega, comunhão…
Algumas lições de tudo isto:
1. Nossa sociedade vai se descristianizando rapidamente. Vão aparecendo cada vez mais comportamentos que não somente são não-cristãos, mas também anti-cristãos, como no caso do presente vídeo. Para essa gente, não basta destruir os valores que alicerçaram e geraram a nossa cultura e a nossa sociedade. É necessário desmoralizar e destruir a matriz geradora, que é a fé cristã – e de modo especial, a Igreja católica.
2. Aparece claro que o “mundo” entregue a si mesmo está marcado pelo pecado que embota o entendimento, despreza Deus e pensa o homem como senhor de si mesmo: EU, MEU… MEU corpo, MINHAS regras… Eis: o bicho que vem do pó e volta ao pó pensando que é Deus, dono do bem e do mal!
3. É impressionante e culpável a passividade e indiferença dos cristãos, que parecem já não acreditar no que creem! É o que mais dói!
Não se trata de guerra santa, de ser rabugento, de ver mal e pecaminosidade em tudo, mas de contrapor-se com a verdade ao intento maldoso de destruir o que é autenticamente humano e cristão.
E tantos que se dizem crentes e cristãos continuarão a aplaudir esses atores que defendem um assassinato e aviltam a Vigem Mãe do Senhor!
Agora é esperá-los, sorridentes e faceiros, no Criança Esperança, em defesa daqueles que escaparam do abortamento que eles defenderam!
Hipócritas eles; omissos nós!


Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Artigo do Padre David Francisquini:

 Inferno, os tempos mudaram?

n/d
Imaginemos um teólogo em cujo espírito germinasse uma ideia nova sobre uma doutrina já consagrada e sempre ensinada na Igreja Católica, qual seja a da existência do inferno e de sua eternidade. Era de se supor que ele bem poderia colocar em risco seu futuro e cair no ostracismo.
Em não longínquo passado o ex-frei Leonardo Boff foi condenado pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé e reduzido ao silêncio por defender erros teológicos. Ele voltou a ensinar o erro ao afirmar, a respeito de um poeta pernambucano prestes a morrer, que Deus não condena ninguém para sempre.
Ora, a fé nos assegura que o fogo do inferno e os tormentos dos condenados são eternos. Não se trata de opiniões controvertidas entre os teólogos e estudiosos. A eternidade do inferno é uma verdade de fé que nenhuma autoridade pode mudar — nem sequer o Papa —, pois está expressa nas próprias Sagradas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
As Escrituras opõem-se à ideia de que o inferno não seja eterno ao afirmar: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mt 25, 41). De onde se segue que, se o fogo é eterno, também o é o suplício do condenado. Não haveria razão para Deus ter criado um fogo eterno se não fosse para castigar eternamente os condenados.
Em outro lugar nas Escrituras pode-se ler: “Irão estes para o fogo eterno” (idem 46). “Ir para a geena, para o fogo inextinguível, onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga” (Mc 9, 43 a 44). No Apocalipse 14, 11 está escrito: “A fumaça dos seus tormentos subirá pelos séculos dos séculos. Não terão descanso algum, nem de dia nem de noite, esses que adoram a besta e a sua imagem, e todo aquele que acaso tenha recebido o sinal do seu nome”.
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Uma pena que não fosse eterna — e durasse pouco — faria com que o inferno deixasse de ser inferno e Deus deixasse de ser Deus. Ao meditar sobre a eternidade do inferno, Santo Afonso Maria de Ligório nos sugere multiplicar todos os milhões de anos em infinitas vezes. O resultado dessa multiplicação mostraria que o inferno estaria apenas começando…
Uma coisa é a bondade de Deus, que persegue o pecador para convertê-lo, afastá-lo do mau caminho, concedendo-lhe graças, dons, e até mesmo castigos. Outra coisa é a bondade e a misericórdia da Igreja, sempre de coração aberto e mãos estendidas para receber e perdoar o pecador convertido.
Não podemos confundir esse pecador com aquele que não abandona o seu mau procedimento e morre empedernido. Se assim viveu e morreu foi por sua própria culpa. Escolheu livre e espontaneamente o lugar que se chama inferno. Deus dá o prêmio aos bons e o castigo aos maus.
Como Deus é eterno, também eternos são o prêmio e o castigo. Deus deixaria de ser Deus se fosse apenas misericordioso e não desse o prêmio e o castigo de acordo com as obras. Deus é misericordioso porque justo.  Esta eternidade é de fé, porque revelada por Deus, e não uma simples opinião.
“Apartai-vos de Mim malditos para o fogo eterno. Irão estes ao suplício eterno. Pagarão a pena da eterna perdição. Todos serão assolados pelo fogo” (Mt 25, 41. 46; 1Ts1,8; Mc 9,48). Assim como o sal conserva o alimento, o fogo do inferno atormenta os condenados, mas ao mesmo tempo tem a propriedade do sal ao conservar-lhes a vida.
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“Ali o fogo consome de tal modo — disse São Bernardo — que conserva sempre”. Santo Afonso ensina: “O poço não fecha a sua boca, porque se fechar a abertura em cima, se abrirá em baixo para devorar os réprobos”. Continua ele: “Enquanto vivo, o pecador pode ter alguma esperança, mas, se a morte o surpreender em pecado, perderá toda esperança” (Pr 11,7).
Se os condenados pudessem ao menos embalar-se em alguma enganosa ilusão que aliviasse o seu desespero horrível… Afinal, um infeliz delinquente condenado à prisão perpétua também procura alívio em seu pesar, na esperança remota de evadir-se e obter assim a liberdade.
Mas o condenado não pode sequer ter a ilusão de que um dia poderá sair de sua prisão! Não, no inferno não há esperança. O desgraçado réprobo terá sempre diante de si a sentença que o obriga a gemer perpetuamente nesse cárcere de sofrimentos.
“Uns para a vida eterna, e outros para o opróbrio que terão sempre diante dos olhos” (Dn 12,2). Para Santo Afonso, o réprobo não sofre somente a pena de cada instante, mas sofre a cada instante a pena da eternidade.
Eis o que está escrito no Eclesiastes: “Quando as nuvens estiverem carregadas, derramarão chuvas sobre a terra. Se a árvore cair para a parte do meio dia, ou para a do norte, em qualquer lugar onde cair, ficará” (Ecl. 11, 3).
Tal é a sorte do justo e do pecador: ficará para sempre, no Céu ou no inferno.

Fonte: www.abim.inf.br

segunda-feira, 16 de março de 2015

Lembrando: A Virgem Santíssima afirma que o Brasil passará por uma sangrenta revolução promovida pelo comunismo

n/d
 
Os 3 grandes castigos!

Fez-se inexplicável silêncio sobre as aparições de Nossa Senhora no agreste pernambucano em 1936 e caíram no esquecimento. Mas a Ssma. Virgem anunciara que viriam tempos calamitosos e três grandes castigos para o Brasil.
No primeiro artigo, reproduzido abaixo, seu autor comenta essas previsões sobre o prisma da crise da Igreja e a ameaça comunista ao Brasil.
O segundo texto, do grande lutador Pe. Júlio Maria, apresenta uma pormenorizada narração dessas aparições de 1936 em que Nossa Senhora anunciou que o sangue inundará o Brasil.
   POR FRANCISCO ALMEIDA ARAÚJO *
     Todos quantos me conhecem através de meus escritos, palestras, cursos e programas de Rádio e Televisão promovidos em todas as regiões do nosso querido Brasil, sabem da minha relutância em divulgar revelações particulares ainda não reconhecidas pelo Magistério da Igreja. No entanto, de todas as “revelações particulares” que tem sido divulgada em nosso país, a única que apresenta séria evidência de veracidade é a que transcrevo abaixo, de forma resumida, a partir do que foi dado a público pelo saudoso e combativo Pe. Júlio Maria, em seu livro “O Fim do Mundo está Próximo”, editado (2ª edição) em julho de 1939, pela Livraria Boa Imprensa – RJ.
     A Virgem Santíssima, mãe de nosso Deus e redentor Jesus Cristo, apareceu no dia 6 de agosto de 1936, para duas meninas, Maria da Luz e Maria da Conceição, num lugarejo denominado Sítio da Guarda, localizado no Distrito de Cimbres, pertencente a cidade de Pesqueira, no agreste pernambucano.
     Naquele dia, enquanto trabalhavam na colheita de mamona, conversavam sobre o que se passava na região e é neste momento que Maria da Conceição, olhando para uma pequena montanha bem próxima do local onde estavam, disse para Maria da Luz: “Veja lá uma Senhora”. Era uma Senhora com um belo menino segurado pelo braço esquerdo e que acenava para elas, chamando-as. Enquanto falavam entre si como chegariam até o local, a mãe de Maria da Luz chamou-as para almoçarem. Eram onze horas da manhã. As meninas disseram-lhe que queriam antes subir até a montanha, contando tudo o que viam para a mãe de Maria da Luz. O assunto chegou ao conhecimento do pai de Maria da Luz, o senhor Artur. Este interrogou as meninas e dando crédito às meninas, tomou uma foice para abrir uma trilha e foi com elas até o local. Logo seguiu a eles a mãe de Maria da Luz com demais filhos menores.
     Maria da Luz e Maria da Conceição alegavam estarem vendo diante delas uma bela senhora com um belíssimo menino. Nada, no entanto viam os demais. O pai de Maria da Luz mandou então que perguntassem àquela senhora o que desejava. Ao fazerem a pergunta, a senhora respondeu: “Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração”.
     Logo a notícia se espalhou por toda a redondeza, chegando ao conhecimento do Pároco e do Bispo da Diocese.
     As advertências de Nossa Senhora eram reiteradas. Ela sempre pedia insistentemente que era preciso rezar e fazer penitência caso contrário o Brasil receberia um severo castigo.
     O bispo diocesano designou um sacerdote para investigar o caso e este padre entregou às meninas, seis perguntas que elas deveriam apresentar à Senhora. Mencionarei apenas a quarta e a sexta pergunta e as respostas dadas pela Senhora.
     º Dizei quem sois e que quereis? – “ Sou a Mãe da Graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos”.
      º Que significa o sangue das vossas mãos? – “Representa o sangue que será derramado no Brasil”.
     O mesmo sacerdote designado pelo bispo, por várias vezes, interrogou as meninas, em separado e por fim foi ao local com elas e fez cerca de noventa perguntas em alemão, língua que as meninas nada compreendiam e a Senhora respondia, através das videntes, em português. Dentre estas perguntas, em alemão, o padre procurou saber por que Nossa Senhora estava aparecendo ali e esta respondeu: “Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil”. Por mais duas vezes, em dias diferentes, a mesma pergunta foi feita e a mesma resposta foi dada. O sacerdote perguntou também, sempre em alemão, o seguinte:
      º Que é necessário fazer para desviar os castigos? – “Penitência e oração”.
      º Qual a invocação desta aparição? – “Das Graças”.
      º Que significa o sangue que corre das vossas mãos? – “O sangue que inundará o Brasil”.
      º Virá o comunismo a penetrar no Brasil? – “Sim”.
      º Em todo o País? – “Sim”.
      º Os padres e os bispos sofrerão muito? – “Sim”.
      º Será como na Espanha? – “Quase”.
      º Quais as devoções que se devem praticar para afastar esses males?  - “ Ao coração de Jesus e a mim”.
      º Esta aparição é a repetição de La Salette? – “Sim”.
     Aqui termino o resumo que fiz do texto do intrépido Pe. Júlio Maria e passo a comentar esta aparição de Nossa Senhora da Graças. Chamo a atenção para o seguinte:
     1ª) São três castigos, sendo um deles uma sangrenta revolução promovida por homens ímpios para implantar no Brasil uma ditadura comunista;
    2ª) Será semelhante à revolução espanhola de 1936 e,
    3ª) É uma repetição da aparição de Nossa Senhora em La Salette, França, aparição esta devidamente reconhecida pela Igreja.
     Quem conhece as revelações de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917, percebe que há uma grande semelhança entre esta, a de La Sallete e a que estamos comentando, aqui do Brasil.
     Em Fátima Nossa Senhora apareceu para alertar o mundo e a Igreja do perigo da ideologia comunista, e que esta se espalharia pelo mundo todo. Vale lembrar que a Igreja, por várias vezes, já condenou o comunismo e o socialismo, de sorte que um católico fiel não pode jamais apoiar qualquer forma de socialismo, marxismo, comunismo. Nomes diferentes para o mesmo mal, o mesmo veneno.
     Relembremo-nos das palavras da Virgem Santíssima, em Fátima: “Se atenderem a meus pedidos a Rússia se converterá e terão paz. Se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados...”.
     A história revela-nos que Nossa Senhora não foi atendida e o comunismo, o socialismo, se espalhou como uma terrível peste pelo mundo todo.
     O socialismo com suas sangrentas revoluções e sua ideologia é um dos três castigos mencionados pela Virgem Maria, em 6 de agosto de 1936 no Estado de Pernambuco.
     Um outro castigo, o principal, o mais terrível, do qual os demais são mera conseqüência, mencionado em La Salette, Fátima e Brasil é a apostasia, a perda da Fé, com sua corrupção moral.
     Já mencionamos as palavras de Nossa Senhora aqui no Brasil e em Fátima; mencionaremos agora o que ela disse em La Salette: “ Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os próprios sacerdotes, por suas más vidas, por suas irreverências e impiedades ao celebrar os Santos Mistérios, por seu amor ao dinheiro, as honras e aos prazeres converteram-se em cloacas (esgotos) de impureza (...) Deus vai castigar o mundo de uma maneira sem precedentes”.
     O cardeal Mario Luigi Ciappi disse, em março de 2002: “No terceiro segredo (de Fátima) é predito, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começaria pela hierarquia”.
     Outras semelhanças entre as aparições mencionadas: “Para se evitar o castigo é preciso rezar o santo rosário, fazer penitência, ter devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria”.
     Nos anos noventa estive em Cimbres, diocese de Pesqueira, Pernambuco, dirigindo uma peregrinação ao local das aparições, conforme fotos em meu poder. Com a vidente Maria da Luz que se tornou religiosa do Instituto das Damas da Instrução Cristã, onde recebeu o nome religioso de Irmã Adélia, estive por três vezes. A última vez que a entrevistei foi em onze de dezembro de 2003, uma quinta- feira, à tarde, no Colégio das Damas, em Recife PE, onde reside. Nesta ocasião mostrei a ela o número de julho de 2003 do Jornal Inconfidência e que trazia um artigo intitulado “Profecia e Vigília”, de autoria do General de Exército Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, sobre a aparição da Virgem Maria a ela – Irmã Adélia –, na época a menina Maria da Luz. Irmã Adélia se encontrava adoentada, fazendo uso de uma cadeira de rodas, mas perfeitamente lúcida, e tão logo terminei a leitura do artigo para ela, a mesma, com voz embargada, pela emoção, me confirmou tudo e me disse que estava muito breve a se realizar o castigo da revolução comunista no Brasil e por três vezes repetiu para mim: “Diga ao povo que reze o rosário e que faça penitência”. Tirei fotos com ela nesta ocasião, pois julgava que fosse, quem sabe, a última vez que estaria falando com ela. A poucos dias telefonei para amigos em Recife e tive a alegria de saber que Irmã Adélia está viva.
     Em seu artigo o General Avellar Coutinho, lembrava a triste e covarde Intentona comunista em novembro de 1935, a revolução comunista na Espanha, a qual teve início em 17 de julho de 1936 e que poucos dias depois deste acontecimento, Nossa Senhora aparece no agreste pernambucano e ele “arrisca uma especulação” (são palavras dele), fazendo uso do número setenta tão significativos na simbologia das profecias bíblicas e faz uma “ilação arbitrária” (palavras dele) concluindo que 2006 poderia ser o ano do cumprimento da profecia dada em 1936. Eu também me atrevo a fazer uma pergunta. Por que Nossa Senhora apareceu no nordeste brasileiro, mais precisamente em Pernambuco? Que ligação tem com a revolução em marcha? Será que de lá do nordeste se iniciará esta revolução? Será que um dos líderes é um pernambucano? Só Deus sabe!
     Penso e tomara Deus eu esteja enganado, a semelhança entre a revolução comunista denunciada por Nossa Senhora no agreste pernambucano e a revolução comunista na Espanha em 1936 é, além da crueldade, a presença de comunistas de várias partes do mundo que lutarão contra os brasileiros patriotas.
     O fato a se lamentar é que estamos presenciando com toda clareza um processo revolucionário em marcha aqui no Brasil e em vários paises da América Latina. Querem implantar aqui o que não conseguiram continuar no leste europeu.
     O que fazer? Obedecer Nossa Senhora! Rezar o rosário em praças públicas, nas igrejas, nas escolas, nos locais de serviços, em casas, em todo lugar e fazer penitência. Não colaborar com o mal apoiando o comunismo e o socialismo.
     Nossa Senhora já salvou o Brasil de dois ataques do comunismo (1935 e 1964). Em 1964 foram as mulheres brasileiras, com a reza do terço que enfrentaram o comunismo e o Brasil venceu. Naquela época tínhamos o apoio da Igreja e das Forças Armadas. E agora? Onde estão os bispos, os padres, os militares, as mulheres católicas do nosso País? Quando a CNBB sairá a público para defender o rebanho da ação maléfica do comunismo?
     Não nos devemos deixar ser enganados e para tanto termino narrando um fato assombroso: a infiltração do comunismo na Igreja Católica e em outras religiões. Já dizia Lênin, fundador do comunismo russo, nos anos 20, que infiltraria a Igreja Católica, particularmente o Vaticano.
     Recentemente tivemos a confirmação com Douglas Hyde, ex-comunista revelando que nos anos 30 os chefes comunistas enviaram uma diretiva à escalada mundial sobre a infiltração na Igreja Católica. No início dos anos 50 a Dra. Bella Dodd, advogada, funcionária de destaque do Partido Comunista Americano, deu informações pormenorizadas sobre esta infiltração. Ouçamos suas próprias palavras: “Nos anos 30 pusemos mil e cem homens no sacerdócio para destruir a Igreja a partir do seu interior”. Dez anos antes do Vaticano II ela declarou: “Nesse momento estão nos cargos mais altos da Igreja”. Afirmou ainda que aqueles infiltrados iriam provocar mudanças tão radicais que “não reconhecerão a Igreja Católica”.
     Na primavera de 1962, na cidade de Metz, na França, o cardeal Eugène Tisserant encontrou-se, nada mais nada menos, com o Metropolita Nikodin, da “igreja ortodoxa russa”, um conhecido agente do KGB e negociaram o que viria a ser conhecido como o Pacto de Metz, ou, mais popularmente, o Acordo Vaticano – Moscou.  Este é um triste e irrefutável fato histórico. Dá-se a infiltração comunista na Igreja.
     Que Nossa Senhora Aparecida – Rainha do Brasil nos salve do perigo socialista, comunista. Que o padre Cícero e frei Damião, missionários nordestinos, que tanto combateram o comunismo, protejam e iluminem o sofrido e ordeiro povo nordestino.
     * Francisco Almeida Araújo, ex- pastor batista, depois converteu-se ao catolicismo e foi ordenado diácono permanente por D. José Pestana, então Bispo de Anápolis. Faleceu em 2012, após receber os sacramentos de Reconciliação, Eucaristia e Unção dos Enfermos.
 
Aparições de  Maria Santíssima no norte do Brasil
n/d
 Pe. Júlio Maria de Lombaerde (1878 - 1944)
         A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições de Maria Santíssima no norte do Brasil.
         A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.
         Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.
         Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-me uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura: Konnesreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.
         É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula. Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.
         Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.
         Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?
         Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?
         Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?
         Se ela se dignou mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Bauraing e Baneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?
         Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.
         É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da Revista de Koeningsreuth:
    I. PRIMEIRA APARIÇÃO
         Maria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo aos desejos das autoridades eclesiásticas.
         Era a 6 de agosto de 1936.
         Duas meninas foram mandadas ao campo a fim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz, a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.
         Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.
         Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"
         – Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria, respondeu Maria da Luz.
         Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino.
         Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como fossem onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.
         A mãe – boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração – disse muito simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora tendo a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.
         O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando de uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.
         De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.
         Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.
         Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.
         Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração."
         Restava-lhe muito que dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.
    II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕES
         Entretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.
         Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.
         As opiniões eram, como sói acontecer em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.
         As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.
         Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.
         Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.
         Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.
         A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão.
         Eram as seguintes as perguntas formuladas:
         1 – Quem pode mais que Deus?
         2 – Quantas pessoas há em Deus?
         3 – Quais são estas pessoas?
         4 – Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis?
         5– Quereis falar com um padre?
         6 – Que significa o sangue que jorra da vossa mão?
         Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:
         1 – Ninguém.
         2 – Três.
         3 – Pai, Filho e Espírito Santo.
         4 – Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.
         5 – Sim.
         Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:
         – Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.
         6 – Representa o sangue que será derramado no Brasil.
         Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir-se ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.
    III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIA
         O lugar das aparições – "Guarda" – é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância. A subida é muito penosa.
         "Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para poder subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.
         – Que está fazendo a aparição? – perguntei.
         – 'Está sorrindo', disseram elas.
         Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se um como número em forma de quatro (4); ao lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada.
        – 'Lá está a aparição', diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água.
        Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: 'não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água'.
         Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: – 'Dize-me agora a verdade e não prégues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida'.
         Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção do lugar:
         – 'Ela olha para cá e está sorrindo'.
         – 'Agora dize-me: como está Ela?'
         Maria da Luz olha e diz:
         – 'Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas. Num braço está a criança'.
         – 'Em que braço? No direito ou no esquerdo?'
         A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo.
         – 'Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça', disse-me a jovem.
         – 'E a outra mão?' - perguntei.
        Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo.
         – 'A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.
         – 'Qual deles?' - perguntei.
         Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta.
         – 'Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres'."
    IV. NOVAS INVESTIGAÇÕES
         "Chamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: 'o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição'.
         – 'Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira?', perguntei à moçinha.
         – 'Não senhor', disse ela.
         Então eu lhe disse: 'Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês?' A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: 'Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes'.
         Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, a fim de averiguar se era imaginação. 'Eu que sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora?' Ela permaneceu sempre firme.
         – 'Está bem – disse eu – dize-me o que vês agora'.
         Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.
        Quando ela indigitava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: 'Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado'. Então ela olhava para o lugar que eu dizia e respondia: 'Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo.'
         Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.
         Chamei então Maria da Luz – deixando o pai onde estava – e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: 'Sim, vemos'
         – 'Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê', disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.
         – Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.
         – 'Sim', responderam, por Ela.
         Fiz então umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: 'Wer bist du?' (quem sois vós?) – 'A Mãe do Céu'. 'Wie heisst das Kind auf deinem Arm?' (como se chama a criança em seu braço?) – 'Jesus'.
         – 'Porque apareceis aqui?'
         – 'Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil'.
         – 'Quais são os castigos?'.
         Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.
         – 'Podeis então dizê-lo mais tarde?'
         – 'Sim'.
         – 'Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?'
         – 'Já o dei'.
         – 'Qual é o sinal?'
         – 'A água que está correndo em baixo'.
         – 'Para que serve esta água?'
         – 'Para remédio'.
         – 'Para todas as doenças?'
         – 'Sim, mas para quem tem fé'.
         – 'Quem quiser pode tirar daquela água?'
         – 'Não, só as duas meninas'.
         – 'Porque não podem tirar quem quiser?'
         – 'Para que todos creiam'."
        Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.
    V. AMEAÇAS E REMÉDIOS
         O Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.
         – Qual é o fim da vossa aparição aqui?
         – Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.
         – Quais castigos?
         De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.
         – Que é necessário fazer para desviar os castigos?
         – Penitência e oração.
         – Qual a invocação desta aparição?
         – Das Graças.
         – Que significa o sangue que corre das vossas mãos?
         – O sangue que inundará o Brasil.
         – Virá o comunismo a penetrar no Brasil?
         – Sim.
         – Em todo o País?
         – Sim.
         – Também no interior?
         – Não.
         – Os padres e os bispos sofrerão muito?
         – Sim.
         – Será como na Espanha?
         – Quase.
         – Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?
         – Ao Coração de Jesus e a mim.
         – Não basta só uma?
         – Não.
         – Quereis que se pregue sobre este assunto?
         – Sim.
         – Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?
         Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.
         – Darão licença mais tarde?
         – Sim.
         – Quereis que se construa uma igreja aqui?
         – Não.
         – Quereis mais tarde?
         Fez os mesmos gestos.
         – Esta aparição é a repetição de La Salette?
         – Sim.
         – Haverá uma romaria aqui?
         – Sim.
         – Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?
         – Para o povo romeiro poder fazer penitência.
         – Quanto tempo faz que estais aqui?
         Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: "há muito tempo".
         – Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos vossa benção.
         Instantaneamente as duas videntes exclamam: "Olha lá!!! Está nos abençoando"... e fizeram o sinal da cruz.
         – Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.
         Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: "Ele já sabe dar a benção também!" Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.
         Uma das meninas exclamou ainda: "Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos."
         Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.
         Descendo eu, disse às duas meninas: "Agora vejam se a Senhora ainda está lá". Responderam ambas: "Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos".
         – Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.
         As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.
         – Pergunta a Ela, para que tanta benção!
         – Para que sejais felizes, disse Ela.
         Perguntei de novo, em alemão: "Somente as duas ou eu também?"
         Responderam elas: "Para o senhor também".
         Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth, perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio.
         – "É de Deus", disse a aparição.
    VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕES
         As providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas são completamente sãs.
         A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.
         A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.
         Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.
         Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se a fim de fazerem orações e penitências.
         Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.
         O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.
         Após oito dias veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.
         Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.
         Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.
         A aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".
         Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: "Quem mandou foi um padre!"
         Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.
         Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.
         Nossa Senhora recomendou que não se dissesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.
         Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A aparição pediu que as despezas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.
         Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a aparição.
         Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela a viu na montanha de Guarda.
         Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência".
         Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ele.
    
 VII. CONCLUSÃO
 
        Tal é a narração publicada na revista Koenigsreuth. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto, e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.
     * Padre Júlio Maria de Lombaerde. O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentes. Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro, 2ª edição, 1939, cap. VI, pp. 71 e ss.  Nihil obstat dado pelo Cônego José de Lima em 10 de julho de 1936, e Carta de Aprovação do Bispo de Caratinga, de 31 de julho de 1936.

Fonte: www.sacralidade.com/igreja2008/0178.castigos.html

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O jejum e a abstinência na lei da Igreja.


Jejum e abstinência no Novo Código de Direito Canônico de 1983.
Os dias e períodos de penitência para a Igreja universal são todas as sextas-feiras de todo o ano e o tempo da Quaresma [Cânon 1250]. A abstinência de carne ou de qualquer outro alimento determinado pela Conferência Episcopal deve ser observada em todas as sextas, exceto nas solenidades. [Cânon 1251].
A abstinência e o jejum devem ser observados na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. [Cânon 1252]. A lei da abstinência vincula a todos que completaram 14 anos. A lei do jejum vincula a todos que chegaram à maioridade, até o início dos 60 anos [Cânon 1252].
Jejum e abstinência tradicionais conforme o Código de Direito Canônico de 1917.
Entre 1917 e o Novo Código de 1983, certos países tinham dias de jejum e abstinência particulares, e.g., os Estados Unidos tinham a vigília da Imaculada Conceição em vez da Assunção como dia de abstinência; dispensas para S. Patrício e São José, etc. Não é possível relacioná-los todos. Publicamos as prescrições do código de 1917, com menção da extensão do jejum e abstinência até meia noite do Sábado Santo que foi ordenada por Pio XII.
Dias de jejum simples:
O jejum consiste numa refeição completa e duas menores, que juntas são menos que uma refeição inteira. Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. É permitido comer carne em dia de jejum simples. Os dias de jejum simples são: segundas, terças, quartas e quintas-feiras da Quaresma. [Cânon 1252/3]
Todos eram vinculados à lei do jejum a partir dos 21 até os 60 anos.
Dias de abstinência:
A abstinência consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne nos dias de abstinência. A abstinência era em todas as sextas-feiras, a não ser que fosse um Dia de Guarda [cânon 1252/4]. A lei da abstinência vinculava a todos que tinham completado 7 anos de idade. [Cânon 1254/1].
Dias de jejum e abstinência:
O jejum e abstinência consistem numa refeição completa e duas refeições menores que juntas são menos que uma refeição inteira. Não era permitido comer carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne. Não era permitido comer entre as refeições, embora bebidas pudessem ser tomadas. Esses dias eram: quarta-feira de cinzas, toda sexta e sábado da Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Temporas, Vigília de Pentecostes, Assunção, Todos os Santos e Natal. [Cânon 1252/2]
Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são Quartas e Sábados.
Fonte: The year of Our Lord Jesus Christ 2009, The Desert Will Flower Press.