Rio Doce sobe por conta de lama e mata animais em Minas Gerais, e seca causa mortandade de peixes em Linhares, Espírito Santo
Estações telemétricas operadas pela
Agência Nacional de Águas (ANA) registraram um aumento do nível do rio
Doce nas últimas 24 horas em parte do centro-leste e leste de Minas
Gerais em razão não chuva volumosa que voltou a cair em vários
municípios, mas sim pela lama de rejeitos das barragens que se romperam
em Mariana.
Entre as 9 horas (Brasília-verão) de sábado (07) e às 9 horas deste domingo (08), a precipitação registrada em pluviômetros automáticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) chegou a 96 milímetros em Congonhas, 91 mm em Juiz de Fora, 76 mm em Barroso, 57 mm em Conselheiro Lafaiete e 56 mm em Ouro Preto.
Entre as 9 horas (Brasília-verão) de sábado (07) e às 9 horas deste domingo (08), a precipitação registrada em pluviômetros automáticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) chegou a 96 milímetros em Congonhas, 91 mm em Juiz de Fora, 76 mm em Barroso, 57 mm em Conselheiro Lafaiete e 56 mm em Ouro Preto.
Exceto em Ouro Preto, que escoa a água
da chuva pelo rio do Carmo, nos demais municípios, a bacia hidrográfica,
por enquanto, não sofreu alterações com a chuva.
O mesmo rio do Carmo, que recebeu o
montante de água e lama das duas barragens que estouraram em Mariana, e
que não registrou precipitação acumulativa, subiu entre os municípios de
Acaiaca e Barra Longa, até o encontro com o rio Piranga, que juntos
formam o rio Doce.
Neste domingo, autoridades do
Parque Estadual do Rio Doce (PERD), na altura de Ipatinga, constataram
enorme mortandade de aves, peixes e tartarugas, após a chegada das águas
do lamaçal.
Além do nível já muito baixo do rio pelo
longo período de estiagem e a baixa oxigenação, agora, com a passagem
das águas, a morte ocorreu de forma instantânea, relataram as
autoridades.
No município de Belo Oriente, o nível do rio Doce que estava em torno de 1,08 metros na última semana, nas últimas 24 horas saltou para 3,76 metros na estação da ANA, valor, inclusive, acima da cota de alerta para extravasamento, mas puramente devido às águas das barragens, segundo a Defesa Civil.
No município de Belo Oriente, o nível do rio Doce que estava em torno de 1,08 metros na última semana, nas últimas 24 horas saltou para 3,76 metros na estação da ANA, valor, inclusive, acima da cota de alerta para extravasamento, mas puramente devido às águas das barragens, segundo a Defesa Civil.
Os reflexos já foram sentidos também nas
imediações de Governador Valadares, onde o nível do rio Doce está
crítico. Às 10 horas deste domingo, o nível em outra estação da ANA
estava em 95 centímetros sendo que antes do rompimento das barragens, o
nível era de 84 cm. Ainda assim, abaixo da cota de alerta para vazante,
que é de 1,26 metros.
Outro dado interessante foi registrado
no mesmo rio Doce, no município de Córrego Novo. A estação da ANA, que
vinha mantendo nível de 1,25 metros na última sexta-feira (06), no
sábado saltou para 5,53 metros, acima da cota de alerta para
extravasamento, que é de 4,47 metros.
A previsão das autoridades é de que o
lamaçal que segue matando os animais por onde passa chegue ao Espírito
Santo nas próximas 24 horas. O rio Doce sobe nas estações, mas não por
conta da chuva!
Calor intenso e estiagem causam mortandade de peixes em Linhares, ES
O grave período de estiagem em
que passam praticamente todos os municípios do estado do Espírito Santo
tem comprometido não apenas na garantia de abastecimento de água para as
cidades e o campo, mas também a sobrevivência dos animais.
No interior do município de Linhares, no norte do estado, milhares de peixes estão morrendo na lagoa do Martins.
Fonte: De Olho no Tempo
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