domingo, 15 de novembro de 2015

Estado Islâmico reivindica ataques em Paris que mataram mais de 129 Comunicado afirma que ataques foram 'cuidadosamente estudados'.

Mais de 129 pessoas morreram na capital francesa nesta sexta-feira (13).

Do G1, em São Paulo
Homem se emociona diante de objetos de tributo deixados em frente à cafeteria Carillon, em Paris, onde um dos ataques terroristas ocorreu (Foto: Thibault Camus/AP)Homem se emociona diante de objetos de tributo deixados em frente à cafeteria Carillon, em Paris, onde um dos ataques terroristas ocorreu (Foto: Thibault Camus/AP)
 
O grupo radical Estado Islâmico reivindicou neste sábado (14) a responsabilidade por ataques que mataram mais de 129 pessoas em Paris e deixaram outras 352 pessoas feridas, 99 em estado grave. É o pior ataque à França na história recente.
Mesmo após o ato terrorista, a França vai continuar sua intervenção na Síria com o objetivo de atacar o Estado Islâmico, disse o primeiro-ministro do país, Manuel Valls.
Valls também disse à rede de TV “TF1”, que o governo pretende estender o estado de emergência imposto em todo o país, dando mais recursos para as autoridades combaterem o que ele chamou de “um inimigo muito bem organizado”.
O primeiro-ministro prometeu destruir aqueles por trás da tragédia parisiense e declarou: “estamos em guerra, e por estarmos em guerra, tomamos medidas excepcionais”, afirmou.
"Vamos atacar esse inimigo e destruí-lo. Na França e na Europa, vamos perseguir os autores desse ato, e também na Síria e no Iraque. Nós vamos ganhar essa guerra", completou Valls.
O procurador de Paris, François Molins, disse que os atentados foram realizados aparentemente por 3 equipes de extremistas. "Nós podemos dizer nesta fase da investigação que provavelmente havia 3 equipes coordenadas de terroristas por trás deste ato bárbaro ", falou Molins em entrevista coletiva.
Em comunicado, o governo dos Estados Unidos disse que não há informações que possam contradizer a avaliação inicial do governo francês de que o Estado Islâmico estava por trás dos ataques em Paris.
 
Estado Islâmico assume atentado

Em uma declaração oficial, o grupo Estado Islâmico disse que seus combatentes presos a cintos com explosivos e carregando metralhadoras realizaram os ataques em vários locais no centro da capital francesa que foram cuidadosamente estudados.
Na noite desta sexta-feira, tiroteios e explosões ocorreram em uma casa de shows, em um restaurante, em um bar e em outros três locais. Entre os feridos, estão dois brasileiros que, segundo a cônsul-geral do Brasil na França, Maria Edileuza Fontenele Reis, passam bem. De acordo com o governo francês, oito terroristas morreram.
IslamismoEm comunicado, o grupo radical Estado Islâmico disse que os ataques foram cuidadosamente planejados.
"Oito irmãos com explosivos na cintura e fuzis fizeram vítimas em lugares escolhidos previamente e que foram escolhidos minunciosamente no coração de Paris, no estádio da França, na hora do jogo dos dois países França e Alemanha, que eram assistidos pelo imbecil François Hollande, o Bataclan onde se estavam reunidos centenas de idolatras em uma festa de perversidade assim como outros alvos no 10º arrondissement e isso tudo simultaneamente. Paris tremou sob seus pés e as ruas se tornaram estreitas para eles. O resultado é de no mínimo 200 mortos e muitos mais feridos. A gloria e mérito pertencem a Alá”, diz o comunicado.
O comunicado do grupo afirma ainda que a França e os que seguem o seu caminho devem saber que eles são os principais alvos do Estado Islâmico e que continuarão a "sentir o odor da morte por ter colocado a cabeça na cruzada, ter ousado insultar nosso profeta, se vangloriar de combater o islamismo na França e atingir os muçulmanos na terra do califa com seus aviões". "Esse ataque é só o começo da tempestade e um alerta para aqueles que quiserem meditar e tirar lições.”
O jornal “Le Monde” diz que uma fonte judicial especificou onde aconteceram as mortes desta sexta, em um balanço provisório: uma pessoa morreu no boulevard Voltaire; 19 morreram e 14 ficaram feridas em frente ao bar La Belle Equipe, na Rue de Charonne; 78 ou 79 pessoas morreram no Bataclan (entre elas três ou quatro terroristas); cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas na Rue de la Fontaine au Roi; de 12 a 14 morreram e dez ficaram feridas no bar Carillon, na Rue Allibert; e dois homens morreram nas explosões próximas ao Stade de France, ambos suicidas que provocaram as detonações.


Obs.: Como já foi aqui, rezai muito pelo mundo inteiro; pois eles poderão ser ameaça em todo planeta.

Ass.: Mc Guerreiro.   


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