
“O lugar mais concreto onde vemos o Céu na terra é no Corpo Eucarístico de Cristo”
Jesus na Hóstia consagrada é onde temos
concretamente contacto directo com Ele. É de facto onde vemos o Céu na
Terra. No entanto, muitas vezes não damos a isto a devida importância.
Muitas vezes o Sacrário não é o centro das nossas igrejas, mas está
antes colocado a um canto. Muitas vezes olhamos para o Corpo Eucarístico
de Cristo de uma forma simplesmente trivial. A causa, diz D. Athanasius
é a comunhão na mão, que banaliza o Sacramento. D. Athanasius
apresentou três argumentos pelos quais a comunhão na mão deverá acabar.
“Parem! Pensem! Como tratamos o Céu aqui na Terra, escondido na Hóstia consagrada?”
1 - Faltam gestos claros de adoração
Em primeiro lugar, ao comungar
com a mão faltam gestos claros de adoração para com Nosso Senhor. É
totalmente diferente a atitude de deixar-se alimentar do Pão dos Céus
como uma criança, recebendo-O de joelhos - que é o gesto de maior
reverência que podemos ter.

Nós não somos Anjos, que não têm corpo. Somos alma e corpo, o corpo também tem valor. Mostremos reverência também com o corpo!
2 - Quase sempre há perda de fragmentos da Eucaristia

Os Padres sabem que, ao fazerem a
purificação dos vasos sagrados depois da comunhão, a patena onde esteve
Jesus Eucarístico tem quase sempre partículas que são o Corpo de Cristo.
Vejam então o que não será quando se coloca a Eucaristia na palma da
mão. A maioria das pessoas não presta atenção se ficaram partículas na
palma da mão depois de comungarem. Em quase todas as igrejas hoje em dia
não se usa patena no momento da comunhão para evitar a queda dessas
partículas no chão. Essas mesmas partículas são depois pisadas e
espezinhadas pelas mesmas pessoas que comungaram, sem sequer se
aperceberem! Note-se que não se tratam de casos esporádicos, mas de um
fenómeno que se dá em massa, regularmente, em quase todas as igrejas.
3 - Fenómeno crescente de furto de Hóstias consagradas
A comunhão na mão potencia grandemente a
possibilidade de serem furtadas hóstias consagradas. D. Athanasius
atesta que, em alguns lugares, há até quem o faça de modo sistemático.
“Isto é gravíssimo! Um horror! Devemos defender Aquele que se fez, por
amor a nós, o mais indefeso, o mais periférico e o mais pobre, que é
Nosso Senhor Sacramentado na Hóstia Sagrada, que é pisado no chão e
roubado!”
“Se continuamos a pisar Jesus e a recebê-Lo da mesma maneira que recebemos uma bolacha, não há renovação da Igreja”
O coração da Igreja é Jesus, e o coração
está fraco, pois tratamo-Lo mal. “Se o coração da Igreja está fraco,
como pode o corpo estar bem?” Tratar o corpo sem tratar primeiro o
coração não passará de cosmética que se faz num corpo doente, que não
irá melhorar sem o seu órgão vital.
D. Athanasius sublinha a importância
fundamental do cuidado que devemos ter com a Eucaristia. Se a Eucaristia
é simplesmente um símbolo, sem que Jesus esteja aí realmente presente,
então não me preciso de preocupar. Agora, se é um dogma de Fé que Cristo
está verdadeiramente presente na Eucaristia, trata-se de algo
absolutamente fundamental. Devo assim defendê-Lo, amá-Lo e adorá-Lo,
estando mesmo disposto a dar a minha vida por Ele.
(a comunhão deve ser dada na boca e de joelhos, como um sinal de máximo respeito ao Deus Altíssimo, pois..."Por
esta causa DOBRO OS JOELHOS em presença do PAI, ao qual deve a sua
existência toda família no Céu e na terra..." Ef. 3,14-15 ou "... para
que ao Nome de JESUS se DOBRE TODO JOELHO no Céu, na terra e nos
infernos." Fl. 2,10)

O exemplo dos pastorinhos de Fátima
Temos aqui em Portugal um exemplo que
nos mostra como Deus quer que O adoremos. Em 1916, um ano antes das
aparições de Nossa Senhora em Fátima, apareceu aos pastorinhos o Anjo de
Portugal. O Anjo trazia diante de si, suspenso no ar, um cálix e sobre
este uma Hóstia da qual jorravam algumas gotas de Sangue dentro do
cálix. Aos pastorinhos, o Anjo ensinou como devemos adorar a Deus:
ajoelhou-se e prostrou-se em terra, levando a cabeça ao chão, repetindo
por três vezes a seguinte oração:
“Santíssima Trindade, Padre,
Filho, Espírito Santo, (adoro-Vos profundamente e) ofereço-Vos o
preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente
em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e
indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E, pelos méritos infinitos
do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a
conversão dos pobres pecadores”.
Temos um exemplo do Céu da maneira que Deus quer que O adoremos!

“Consolai o vosso Deus que é tão horrivelmente ultrajado neste Sacramento”. O Anjo disse ainda estas palavras aos pastorinhos.
Que ultrajes seriam esses que o Anjo
falava, no início do século XX? Olhando agora em retrospectiva podemos
ver, por exemplo, a perseguição que sofria a Igreja no México, com
tantos massacres e sacrilégios feitos pelos Maçons.
Na guerra civil Espanhola, também era
comum a dessacralização do Santíssimo Sacramento na perseguição que a
Igreja sofria, também aqui com tantos outros mártires. Acrescentando os
horrores dos regimes comunistas de Estaline, Mao e Lenine, falando D.
Athanasius da sua experiência de viver sob o regime comunista, durante o
qual tempos havia que só via um sacerdote uma vez por ano, que vinha
clandestinamente administrar os Sacramentos.
Acabadas as perseguições políticas à
Igreja, não acabaram, no entanto, os sacrilégios para com a Santa
Eucaristia: Hoje em dia continuam e temo-los dentro da própria Igreja.
D. Athanasius acaba a sua exposição com
um apelo ao renovar da fé e esperança. Temos assim de mais uma vez
renovar a nossa fé, intensificar a nossa oração e ter coração para a
tribulação. Desagravemos e expiemos pelos ultrajes cometidos contra o
Santíssimo Sacramento da Eucaristia. “Tornemo-nos amantes de Jesus
Eucarístico!”
Fonte: Senza Pagare
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